Agronegócio

Santa Cruz é o segundo município gaúcho mais afetado por novas tarifas dos EUA

Santa Cruz do Sul aparece entre os municípios brasileiros mais atingidos pelo novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O levantamento é com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil). O relatório coloca o município na 13ª posição nacional e em segundo lugar no ranking do Rio Grande do Sul, com US$ 139.408.538 em exportações de itens afetados pelas novas tarifas.

Os Estados Unidos aplicaram uma tarifa adicional de 25% sobre produtos comprados do Brasil, que entrou em vigor na quarta-feira, 22. A segunda sobretaxa, de 12,5%, passou a valer na sexta-feira, 24. Somadas, as cobranças chegam a 37,5% para parte dos produtos exportados aos americanos.

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Impacto regional

No recorte gaúcho, Santa Cruz do Sul fica atrás apenas de São Leopoldo, que lidera a lista estadual com US$ 164.839.782. Depois aparecem Venâncio Aires, com US$ 110.621.715, e Cruzeiro do Sul, com US$ 99.399.446.

Também figuram entre os municípios mais expostos no estado Caxias do Sul, com US$ 89.918.944; Montenegro, com US$ 50.684.193; e Triunfo, com US$ 22.235.303. Lajeado soma US$ 13.350.857.

No Vale do Rio Pardo, o ranking de municípios mais afetados pelas novas tarifas dos Estados Unidos inclui ainda Vera Cruz, com US$ 5.658.919; e Candelária, com US$ 1.493.316.

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Produtos sob taxação

O levantamento considera os dez grupos de produtos brasileiros mais impactados pelas duas novas tarifas e as exportações de 2024, quando ainda não havia tarifaço. Dentro desses grupos, há mercadorias atingidas apenas por uma das sobretaxas e outras afetadas pelas duas.

As tarifas atingem principalmente tabaco, madeira, máquinas e equipamentos, rochas naturais, calçados, gorduras vegetais e animais e armas. Já combustíveis, carnes, café e suco de laranja ficaram fora da dupla tributação.

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Entre os municípios mais afetados do país, o destaque absoluto é Piracicaba (SP), com US$ 1.192.788.730. Depois aparecem São Paulo (SP), Joinville (SC), Serra (ES), Petrópolis (RJ), Suzano (SP), Campo Largo (PR), Cachoeiro de Itapemirim (ES), Guarulhos (SP), Caçador (SC) e São Leopoldo.

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Santa Cruz do Sul surge logo depois desse grupo, ao lado de outros polos industriais e exportadores de peso, como Ribeirão Pires (SP), Campo Limpo Paulista (SP), Sorocaba (SP), Jaguariaíva (PR), Venâncio Aires, Telêmaco Borba (PR), Indaiatuba (SP) e Camaçari (BA).

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Peso no Rio Grande do Sul

O ranking estadual evidencia a concentração do impacto em polos industriais e exportadores do Estado. Depois de São Leopoldo estão Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires. A lista inclui ainda Cruzeiro do Sul, Caxias do Sul, Montenegro, Triunfo, Lajeado, Porto Alegre, Canoas, Horizontina, Rio Grande, Veranópolis, Vera Cruz, Gravataí e Candelária, entre outros municípios.

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Ronaldo

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