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Ser, simplesmente ser – humana, mulher

São tantas questões referentes ao feminismo, empoderamento, machismo, valorização do trabalho feminino e tantas outras que envolvem as relações. Nesse sentido, considero fundamental que cada pessoa seja respeitada por sua condição humana e seja considerada por seu jeito humanizado de ser e de se relacionar.

Sejamos valorizadas pela nossa humanidade. Não pelo simples empoderamento advindo do fato de sermos mulheres, mas por nossa sensibilidade, capacidade de demonstrar empatia, ternura, força emocional; por nossas contribuições para a melhora do mundo em que vivemos. Seja na forma de cuidarmos da nossa vida; de lidarmos com o meio ambiente, de nosso fazer profissional e de nosso convívio familiar e social.

Sejamos admiradas e reconhecidas menos pelos acréscimos artificiais e modificações em nosso corpo, e mais por nossa autenticidade; pelos acréscimos em nosso intelecto que nos permite expressar nossas opiniões, nossos argumentos, assertivamente; cultivemos interesses próprios, sem dependência emocional ou financeira para, numa relação, numa vida partilhada, não perdermos nossa individualidade e juntos sermos parceiros que se querem bem e se apoiam mutuamente.

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Cultivemos nossa curiosidade e inteligência; cultivemos interesses variados, sejamos boas leitoras de textos informativos, formativos, literários… para sermos boas leitoras do mundo. Saibamos cultivar vida saudável; cuidar da saúde de nosso corpo e da nossa mente; sejamos comprometidas com o nosso bem-estar pessoal e cultivar amorosidade por tudo que nos rodeia, mais – encantemo-nos pela nossa própria vida. Cultivemos relações com pessoas sensíveis que também amam a vida, cuidam da saúde do corpo e do intelecto.

Em tudo quanto somos e fazemos, coloquemos delicadeza, leveza, simpatia. Isso torna nossa vida e nossas relações mais humanas e humanizadoras. Não ancoremos no ombro de outrem a responsabilidade por nossa felicidade. Entendo felicidade, antes de tudo, como um estado de alma leve a ser cultivado em nós; bem como a afetividade deve estar em nós e ser cultivada nos relacionamentos, em família, com os filhos, enfim: com as pessoas que nos são caras e com as quais convivemos.

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E que ter filhos seja uma opção, uma decisão de duas pessoas adultas, para juntos assumirem o sublime dever de acolher, de criar, mais do que isso, de cuidar e educar os filhos para crescerem humanizados, saudáveis em corpo, mente e alma, para crescerem felizes e poderem se tornar agentes para um mundo melhor.

Finalizo com um pensamento do grande poeta português Fernando Pessoa e o dedico a ti, leitora e leitor – neste Dia Internacional da Mulher: 

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“Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

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No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive.”

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Karoline Rosa

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