Santa Cruz do Sul

Templo de Umbanda celebra São Jorge com carreata nas ruas de Santa Cruz

Devotos de São Jorge se reuniram na manhã de sábado, 25, para celebrar o Santo Guerreiro durante a 25ª carreata promovida pelo Templo de Umbanda Pai Ogum Beira-Mar e Mãe Oxum. A concentração ocorreu no templo, localizado na Rua Cambará, 530, no Bairro Esmeralda. De lá, o cortejo prosseguiu pelas principais ruas de Santa Cruz do Sul, incluindo a Marechal Floriano, transportando a imagem do padroeiro.

As celebrações continuaram após os fiéis retornarem ao templo para a 37ª Festa de Ogum, ao meio-dia, reunindo os simpatizantes no tradicional momento do calendário religioso do local. Durante a festa foram realizados passes mediúnicos, seguindo-se depois o almoço para a comunidade.

Devotos de São Jorge fizeram cortejo pelas principais ruas de Santa Cruz do Sul, levando a imagem do Santo Guerreiro | Foto: Inor Assmann

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O babalorixá do templo, Antônio de Ogum, explicou que a associação entre São Jorge e Ogum tem origem em um período de resistência religiosa. “Na verdade, São Jorge não é Ogum. Ele foi usado no passado quando não se podia cultuar abertamente umbanda e candomblé. Tinha-se a imagem sacra à frente para dar início e hoje se tem as imagens de Ogum”, detalhou. “Mas ainda vamos caminhar com São Jorge porque foi quem abriu as portas para as religiões de matriz africana poderem passar.”

Babalorixá do templo, Antônio de Ogum | Foto: Inor Assmann

O líder religioso destacou o papel da umbanda como uma religião genuinamente brasileira, marcada pela união de diferentes tradições. A devoção a São Jorge e Ogum, segundo ele, está associada a valores como disciplina, hierarquia e proteção.

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“São criaturas santificadas, mas que têm hierarquia. São retos, como fio de uma espada, e não gostam de pessoas que andam tortas. Muitas pessoas pedem para ele proteger sua casa ou comércio, porque São Jorge é o guardador dos nossos bens, tanto espirituais quanto materiais”, disse.

Segundo pai Antônio, a imagem conduzida durante a carreata não é apenas um objeto, mas uma representação espiritual. Já o almoço representa um momento de partilha entre os seguidores.

Para aqueles que desejam expressar a sua devoção ao Santo Guerreiro, o babalorixá afirmou que a gratidão é o melhor caminho. “Ter gratidão por aquele que um dia te ajudou. E você pode acender uma vela, seja no terreiro ou na igreja, para se iluminar.”

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Julian Kober

É jornalista de geral e atua na profissão há dez anos. Possui bacharel em jornalismo (Unisinos) e trabalhou em grupos de comunicação de diversas cidades do Rio Grande do Sul.

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