Além da proximidade com a data comemorativa, queda nas temperaturas promete fortalecer o setor
Com a queda nas temperaturas e a proximidade do Dia das Mães, celebrado em 10 de maio, o comércio de Santa Cruz do Sul entra em um período estratégico, marcado pela expectativa de retomada nas vendas. A combinação entre a queda nas temperaturas, a segunda data mais importante do varejo e a circulação de recursos extras na economia deve influenciar diretamente o comportamento do consumidor nas próximas semanas.
Os dados locais dialogam com um cenário mais amplo no Estado. Pesquisa do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e Ifep, realizada em oito cidades gaúchas – incluindo Santa Cruz do Sul – aponta que 73,6% dos entrevistados pretendem comprar presentes para a data, reforçando o peso do período no calendário do varejo. O levantamento também indica uma tendência de aumento nos gastos: 30,7% afirmaram que devem aplicar mais ou muito mais do que no ano passado, enquanto 51,6% pretendem manter o mesmo nível de consumo.
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Após um início de temporada ainda tímido, o setor aposta na mudança de estação como fator decisivo para destravar compras. Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Santa Cruz do Sul e Região (Sindilojas-VRP), Mauro Spode, o cenário depende diretamente da consolidação do frio. “A expectativa é de reação do varejo a partir da consolidação do frio. Até aqui, o consumidor tem postergado compras, aguardando a mudança de temperatura. Com a chegada mais consistente do clima típico da estação, a tendência é de ativação imediata, principalmente em vestuário e calçados”, afirma.
Considerada uma das principais datas do calendário comercial, o Dia das Mães deve manter um bom nível de movimentação neste ano, ainda que dentro de um comportamento mais cauteloso do consumidor. “A data segue sendo a segunda mais relevante do calendário de compras. Com procura por presentes de valor afetivo e utilitário; de novo, a proximidade com o período mais frio também contribui para ampliar o mix de produtos e estimular as compras”, destaca Spode.
A preferência por determinados produtos também segue um padrão já identificado na pesquisa estadual. Segundo o levantamento, os itens mais citados como presente para o Dia das Mães são vestuário (37,4%), perfumes e cosméticos (28,1%) e eletrônicos e eletrodomésticos (10,1%). O comportamento reforça o que os lojistas já percebem: uma combinação entre presentes de valor afetivo e itens de uso cotidiano, especialmente neste período de transição para o inverno.
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O período de transição favorece áreas que também são estratégicas. “O autocuidado, por meio de perfumarias, cosméticos e produtos de estética, entra em ascendência nas trocas de estação”, salienta o presidente do Sindilojas, Mauro Spode.
No setor calçadista, a percepção é semelhante. Para a empresária Michele Anita Horn, proprietária da loja Kouros, o desempenho das vendas está diretamente atrelado às condições climáticas. “Vendas de produtos de inverno dependem de um fator: fazer frio. Porque a mulher compra para usar o produto logo”, resume.
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Mesmo diante de um cenário considerado desafiador, a expectativa para o próximo Dia das Mães traz um sinal positivo. “É uma data mais afetiva, por isso eu aposto em uma melhora no cenário atual do varejo”, observa Michele.
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Outros segmentos também projetam incremento nas vendas, ainda que com características específicas de consumo. No varejo mais diversificado, a expectativa é de aumento, especialmente em produtos de menor valor agregado.
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De acordo com o gerente comercial da loja Afubra, Ricardo Senger Michel, o comportamento do consumidor tem direcionado esse movimento. “Há expectativa de aumento nas vendas, principalmente de produtos de baixo valor”, afirma.
Entre os itens mais procurados para o Dia das Mães, também aparecem artigos voltados para o cuidado pessoal e utilidades domésticas. “São procurados produtos como escovas rotativas, secadores de cabelo, canecas e também artigos eletrônicos. Para aquelas mais tradicionais, a linha de bazar sai muito bem também”, explica.
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No segmento de vestuário, a aposta recai sobre a combinação entre presente e experiência. Para a empresária Sahra Silveira, da loja Yeva, a expectativa é de um bom movimento, especialmente com a venda de produções completas. “Toda mãe merece ganhar uma roupa linda para passar todos os dias do ano se sentindo a mulher mais especial”, afirma.
Já no setor de joalheria, a data mantém seu caráter tradicional e simbólico. De acordo com Pedro Vianna, do marketing da Ótica e Joalheria Esmeralda, o período costuma ser de boas vendas. “O Dia das Mães é uma data tão esperada quanto o Natal no comércio, especialmente para nós. Sempre tem um movimento com números ótimos”, ressalta.
Entre os produtos mais procurados, destacam-se itens com valor afetivo. “Joias de todos os tipos são sempre mais procuradas, principalmente gargantilhas, pingentes de filhos. Os relógios são o segundo mais procurado”, explica.
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No segmento de perfumaria, a projeção também é elevada, com o Dia das Mães figurando como um dos principais momentos do ano, assim como o Natal. Para o líder de loja Otávio Aguiar Pena, do O Boticário, a data deve ser marcada pelo fluxo intenso de clientes.
Entre os produtos mais procurados, a perfumaria segue como protagonista. A estratégia da loja inclui personalização e praticidade para atrair o consumidor. “Temos kits prontos, kits montados, combos. Tem kits da indústria já com caixas personalizadas e opções que a gente pode montar de acordo com cada perfil de cliente”, explica.
Conforme o levantamento, 38,4% dos consumidores pretendem comprar o presente na semana do Dia das Mães, enquanto 37,1% deixam a compra para poucos dias antes. Esse comportamento reforça a expectativa de maior fluxo nas lojas nas próximas semanas, especialmente no comércio central, apontado como principal local de compra por 55,1% dos entrevistados.
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Outro fator que entra na equação do consumo é a chegada da primeira parcela do 13º salário para aposentados e pensionistas. A medida deve contribuir para aumentar a circulação de recursos no comércio.
“A antecipação do 13º salário coloca dinheiro em circulação de forma direta e imediata, especialmente entre um público que costuma ter maior previsibilidade de consumo”, afirma Spode. Segundo ele, o impacto vai além das compras diretas. “Com parte do valor utilizado para o pagamento de contas, recursos da inadimplência voltam a circular no mercado, retomando a movimentação financeira na economia.”
Outro indicativo relevante é o valor destinado aos presentes. De acordo com a pesquisa, o gasto pessoal médio deve chegar a R$ 282,59, com tíquete médio de R$ 228,60 por item. De forma geral, o cenário é de retomada gradual. “O consumo responde a estímulos. A mudança de clima tem papel central nesse momento, especialmente para destravar compras represadas”, reforça Spode.
Com a consolidação do frio nas próximas semanas e a chegada do Dia das Mães, o comércio prevê um ambiente mais favorável para recuperar o ritmo, impulsionado não apenas pela necessidade, mas também pelo significado das escolhas feitas neste período. Apesar da injeção de recursos, a percepção no varejo varia conforme o setor.
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