Agronegócio

Cadeia produtiva do tabaco vai ganhar comissão permanente na CNA

A cadeia produtiva do tabaco conquistou nessa terça-feira, 30, um reforço institucional em sua estratégia de representação nacional. Em audiência na sede da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), líderes dos produtores, trabalhadores, indústria e municípios receberam da entidade a confirmação de que será instituída uma comissão permanente dedicada à cadeia produtiva do tabaco dentro da estrutura da confederação. A medida amplia a interlocução política do setor e cria um espaço permanente para o debate de temas ligados à produção, competitividade e regulamentação da atividade.

A reunião foi conduzida pelo presidente da CNA, João Martins da Silva Júnior. Participaram o vice-presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Romeu Schneider; o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing; o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo), Edimilson Alves; o presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Gilson Becker; o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores na Indústria do Tabaco e Afins (Fentitabaco), Rangel Marcon, e o deputado estadual Elton Weber, além de prefeitos e líderes municipais.

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Durante a apresentação, Schneider destacou a dimensão econômica e estratégica da cadeia produtiva, cuja safra atual está estimada em aproximadamente 680 mil toneladas, consolidando o Brasil como segundo maior exportador mundial de tabaco e responsável por cerca de 25% do produto vendido no planeta.

Ao acolher as demandas das entidades, o presidente da CNA reafirmou o compromisso com a defesa dos produtores rurais brasileiros e destacou a importância da unidade do setor. “Aqui é a casa do produtor. Ficamos agradecidos por buscarem esta ajuda aqui conosco e entenderem que estamos todos do mesmo lado. Aqui não temos medo de defender essa cadeia produtiva tão importante”, afirmou João Martins da Silva Júnior.

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Dispositivos eletrônicos

As entidades apresentaram à confederação questões sobre o ambiente regulatório. O presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, frisou que a principal preocupação é assegurar o direito à produção e preservar a competitividade de uma atividade fundamental para milhares de famílias. “Os dispositivos eletrônicos representam um novo nicho que está sendo perdido. Dentro disso, buscamos o apoio da CNA, inclusive junto à Comissão Nacional Para Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco [Conicq], para que se mantenha o direito de produzir.”

O presidente do SindiTabaco, Valmor Thesing, apresentou a evolução dos dispositivos eletrônicos para vaporização de nicotina e dos produtos de tabaco aquecido. Ressaltou que essas tecnologias representam alternativas economicamente relevantes para a cadeia produtiva mundial e já estão regulamentadas em cerca de uma centena de países. “O Brasil permanece como uma das poucas exceções internacionais a não contar com um marco regulatório para esses produtos. Essa situação limita oportunidades econômicas, tecnológicas e produtivas para o setor nacional”, reforça.

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Lavignea Witt

Me chamo Lavignea Witt, tenho 25 anos e sou natural de Santiago, mas moro atualmente em Santa Cruz do Sul. Sou jornalista formada pela Universidade Franciscana (UFN), pós-graduada em Jornalismo Digital e repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações.

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