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MOBILIZAÇÃO NACIONAL

Municípios produtores farão reunião em defesa do tabaco em Brasília

Foto: Inor Assmann/Banco de Imagens

Prefeitos, vereadores e lideranças dos mais de 525 municípios produtores de tabaco de diferentes regiões do país voltarão a se reunir em Brasília, nesta quarta-feira, 1º de julho, em mais uma grande mobilização liderada pela Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco).

Pelo segundo ano consecutivo, a entidade promove uma ampla articulação institucional na capital federal com o objetivo de evidenciar a relevância econômica, social e fiscal da cadeia produtiva do tabaco para centenas de municípios brasileiros, fortalecendo a representação política dos territórios produtores e ampliando o debate sobre o futuro da atividade no país.

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A programação terá início às 13 horas, no Auditório Freitas Nobre, da Câmara dos Deputados, com credenciamento e abertura oficial, seguida por uma análise do cenário atual e dos principais desafios enfrentados pela fumicultura brasileira. Na sequência, prefeitos e representantes municipais participarão de uma tribuna livre destinada à construção coletiva de posicionamentos e propostas, culminando com a apresentação do manifesto institucional da Amprotabaco, documento que sintetizará as principais demandas e preocupações dos municípios produtores.

A mobilização reafirma o protagonismo assumido pela Amprotabaco na defesa dos interesses dos municípios cuja economia está diretamente ligada à cadeia produtiva do tabaco. A atividade, que responde pela geração de milhares de emprego, renda e arrecadação em centenas de cidades brasileiras, constituindo-se em um dos mais importantes segmentos do agronegócio nacional.

Para o presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, a mobilização representa mais do que um encontro político e institucional. “Estamos construindo, pelo segundo ano consecutivo, um espaço legítimo de representação dos municípios produtores. Nosso objetivo é assegurar que a realidade econômica, social e humana da cadeia produtiva do tabaco seja efetivamente considerada nos debates nacionais. São milhares de famílias, empregos e receitas municipais que dependem diretamente dessa atividade”, destaca.

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Becker ressalta ainda que a participação dos municípios é decisiva para fortalecer a construção de políticas públicas equilibradas e fundamentadas. “A presença dos prefeitos e das lideranças municipais confere legitimidade ao debate. É a oportunidade de mostrar, a partir da realidade dos territórios, a dimensão estratégica que a cadeia produtiva do tabaco possui para o desenvolvimento regional e para a economia brasileira”, complementa.

Audiência pública

As contribuições construídas durante a plenária dos municípios produtores servirão de base para a audiência pública “Cadeia Produtiva do Tabaco: Emprego, Renda e o Futuro da Cadeia Produtiva no Brasil”, marcada para às 16 horas, na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, em Brasília. O objetivo é consolidar um posicionamento institucional representativo dos municípios, produtores, trabalhadores e demais segmentos envolvidos na atividade.

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A audiência pública será realizada conjuntamente pela Amprotabaco e pela Federação Nacional dos Trabalhadores na Indústria do Tabaco e Afins (Fentitabaco), ampliando a representatividade do debate e reunindo diferentes elos da cadeia produtiva. O encontro em Brasília será resultado de uma construção coletiva iniciada ainda no mês de abril, por meio de seminários regionais realizados nos três estados do Sul, promovidos em parceria com a Fentitabaco e seus sindicatos filiados.

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“As contribuições consolidadas ao longo desses encontros, somadas às manifestações dos municípios produtores durante a mobilização nacional, serão apresentadas à Comissão de Agricultura como subsídios para o debate sobre o presente e o futuro da cadeia produtiva do tabaco no Brasil”, complementa o presidente Gilson Becker.

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Fentitabaco leva carta

Após percorrer os três estados do Sul e mobilizar mais de 800 participantes entre trabalhadores, especialistas, lideranças sindicais, gestores públicos e representantes da cadeia produtiva, a Fentitabaco chega a Brasília com a expectativa de consolidar um novo momento no debate nacional sobre o futuro da cadeia produtiva do tabaco. Em parceria com a Amprotabaco, a entidade participa da mobilização que antecede a audiência pública da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, levando à capital federal uma construção coletiva iniciada ainda no mês de abril e fundamentada na realidade de quem vive e trabalha diretamente no setor.

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A iniciativa liderada pela Fentitabaco representou uma mudança de perspectiva no debate institucional sobre a cadeia produtiva. Os seminários realizados em Santa Cruz do Sul, Mafra (SC) e Rio Azul (PR) colocaram os trabalhadores no centro das discussões sobre saúde, emprego, renda e desenvolvimento regional, ampliando a participação de segmentos historicamente pouco ouvidos nos debates relacionados ao setor. Ao longo dos encontros, foram construídas contribuições técnicas e institucionais que agora serão apresentadas aos parlamentares e autoridades federais durante a audiência pública em Brasília.

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Para o presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, a principal conquista desse processo foi garantir espaço e protagonismo para os trabalhadores dentro de uma discussão historicamente concentrada em outros segmentos da cadeia produtiva. “Desde o início, nosso objetivo foi construir algo diferente. Queríamos colocar o trabalhador como protagonista desse processo, porque percebíamos que muitas vezes se discutia o futuro da cadeia sem ouvir quem está diretamente envolvido nela. O que construímos ao longo desses meses foi um espaço de diálogo legítimo, capaz de mostrar que, por trás de qualquer discussão sobre o tabaco, existem pessoas, famílias, empregos e comunidades inteiras que dependem dessa atividade”, destaca.

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Marcon avalia que a mobilização realizada nos três estados do Sul permitiu ampliar a compreensão sobre a complexidade econômica e social da cadeia produtiva. “Não estamos defendendo uma posição ideológica, partidária ou empresarial. Estamos defendendo trabalho, renda e dignidade. Estamos falando de trabalhadores da indústria, do campo e de milhares de pessoas que, muitas vezes, sequer percebem que dependem economicamente dessa cadeia produtiva. Nosso objetivo é conscientizar os órgãos de decisão e mostrar que não se trata de um debate simplificado, mas de uma atividade que possui enorme relevância econômica, social e cultural para o país”, afirma.

A expectativa da federação é que a mobilização em Brasília represente um ponto de inflexão na forma como a cadeia produtiva do tabaco é percebida pelas instituições públicas brasileiras, promovendo uma mudança de perspectiva sobre o setor como um todo. “Precisamos ampliar a compreensão sobre o que a cadeia produtiva representa para o Brasil e para milhões de pessoas que dependem direta ou indiretamente dessa atividade. O lema que adotamos ao longo dessa caminhada, ‘Nada de nós sem nós’, nunca foi tão atual. Não é possível discutir o futuro do tabaco sem ouvir aqueles que constroem essa realidade todos os dias”, complementa.

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A Carta dos Trabalhadores

As contribuições construídas ao longo dos seminários regionais realizados em Santa Cruz do Sul, Mafra e Rio Azul, somadas às manifestações apresentadas durante a mobilização nacional dos municípios produtores, serão consolidadas em um documento institucional, a “Carta dos Trabalhadores” que servirá de subsídio para a audiência pública “Cadeia Produtiva do Tabaco: Emprego, Renda e o Futuro da Cadeia Produtiva no Brasil”, marcada para as 16 horas da quarta-feira, 1º de julho, na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.

A construção coletiva promovida pela Fentitabaco, em parceria com a Amprotabaco e seus sindicatos filiados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, teve como objetivo ampliar a participação dos trabalhadores e qualificar o debate nacional sobre saúde, emprego, renda e desenvolvimento regional. O documento reúne as contribuições de trabalhadores, especialistas, municípios e entidades representativas, consolidando uma visão plural sobre os desafios e perspectivas da cadeia produtiva do tabaco no Brasil.

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