Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Santa Cruz do Sul terminou o primeiro semestre de 2026 na liderança do ranking de geração de empregos formais no Rio Grande do Sul. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que o município acumulou 6.783 novas vagas com carteira assinada desde janeiro.
O desempenho mantém Santa Cruz do Sul no topo do mercado de trabalho gaúcho, mesmo com o resultado negativo registrado em junho. No mês, foram encerrados 71 postos de trabalho formais a mais do que o número de admissões.
Ainda assim, junho de 2026 foi o melhor resultado do mês para o município desde o início da atual metodologia do Caged, em 2020.
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O desempenho de Santa Cruz do Sul está diretamente relacionado à sazonalidade da cadeia produtiva do tabaco, especialmente à contratação de trabalhadores temporários pela indústria de transformação durante o período de processamento da safra.
Em junho, o setor encerrou 142 postos de trabalho formais. Apesar do resultado negativo, o número representa uma melhora significativa em relação ao mesmo período de 2025, quando o segmento registrou 749 demissões a mais do que contratações.
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A movimentação reforça o peso da indústria do tabaco na economia e no mercado de trabalho de Santa Cruz do Sul e da região.
Entre os cinco grandes grupos de atividade econômica analisados pelo Caged, construção civil e serviços apresentaram evolução em relação ao mesmo período do ano passado.
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Os dois setores haviam registrado fechamento de vagas em junho de 2025, mas agora passaram a apresentar saldo positivo.
Na construção, foram criadas 38 vagas formais. Já o setor de serviços, tradicionalmente responsável por puxar a geração de empregos no Brasil, teve saldo positivo de 57 postos de trabalho.
Na outra ponta, comércio e agropecuária tiveram desempenho inferior ao registrado no ano passado.
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A agropecuária encerrou uma vaga, enquanto o comércio teve saldo negativo de 23 postos de trabalho.
O resultado do varejo ocorre em um período tradicionalmente de menor movimentação, marcado pela sazonalidade do setor e por um cenário de desaceleração da economia nacional. Mesmo com a sequência de dias frios, que costuma estimular a procura por roupas de inverno, o comércio terminou o mês com mais desligamentos do que admissões.
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Outro município do Vale do Rio Pardo que aparece entre os destaques do ranking estadual é Venâncio Aires.
Mesmo com o fechamento de 195 vagas em junho, o município acumula 4.710 novos empregos formais no primeiro semestre e ocupa a terceira posição no ranking gaúcho.
O resultado mostra a força da cadeia produtiva do tabaco na geração de empregos na região.
Entre os 17 municípios que integram a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp), 12 apresentam saldo positivo na geração de empregos formais em 2026.
Vale Verde encerrou o período com saldo zerado, enquanto outros quatro municípios registraram mais desligamentos do que admissões.
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O cenário reforça a importância da indústria, do agronegócio e da sazonalidade da cadeia do tabaco para o comportamento do mercado de trabalho regional.
Os números de Santa Cruz do Sul no primeiro semestre
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