Santa Cruz do Sul já tem o mês de julho mais chuvoso dos últimos 100 anos. Dados da estação meteorológica automática instalada na região de Monte Alverne mostram que o acumulado desde o dia 1º até o começo da manhã desta quarta-feira, 29, chegou a 360 milímetros.
O volume supera em 45,6 milímetros o recorde anterior para o sétimo mês do ano. A antiga marca havia sido registrada em 1926, quando choveu 314,4 milímetros no município. O dado histórico foi medido pela estação do Ministério da Agricultura, que funcionou em Santa Cruz entre 1914 e 1968.
A nova marca representa um aumento de 14,5% em relação ao recorde que permaneceu por um século.
Publicidade
Chuva passou de duas vezes a média esperada
A média histórica de chuva para julho em Santa Cruz é de 158 milímetros. Os 360 milímetros registrados em Monte Alverne representam 128% acima do esperado para todo o mês.
Na prática, o volume acumulado em 29 dias equivale a mais de duas vezes a média de um julho considerado normal. A quantidade também corresponde a cerca de dois meses e nove dias de chuva dentro do padrão histórico para o período.
LEIA TAMBÉM: Rio Pardinho volta a subir na região de Navegantes, em Santa Cruz
Publicidade
O excesso de precipitação ajuda a explicar a elevação do nível de arroios, os pontos de alagamento e a saturação do solo registrados em diferentes áreas do município durante o mês.
Volumes variam entre as regiões do município
A chuva não caiu com a mesma intensidade em todas as regiões de Santa Cruz. Mesmo dentro do município, os acumulados apresentam diferenças significativas.
Na parte alta da zona urbana, a estação automática instalada na região do Bairro Country registrou 344 milímetros até a manhã desta quarta-feira. O volume está 118% acima da média histórica de julho e também supera mais que o dobro do esperado para o mês.
Publicidade
No Centro, o equipamento instalado na sede da Gazeta Grupo de Comunicações apontou 301 milímetros. Embora o volume seja menor do que o registrado em Monte Alverne e no Bairro Country, ainda está 90% acima da média histórica.
LEIA TAMBÉM: Subida no nível dos rios causa preocupação na região
A diferença entre Monte Alverne e o Centro chega a 59 milímetros. O valor corresponde a quase 40% de toda a média de chuva esperada para julho e mostra como fatores como relevo, altitude e a própria distribuição das áreas de instabilidade podem provocar variações importantes dentro do município.
Publicidade
Chuva dos últimos dias representa até 73% da média mensal
O atual período de instabilidade começou no domingo, 26, e já provocou volumes expressivos. Entre o início do episódio e a manhã desta quarta-feira, as estações automáticas de Santa Cruz registraram acumulados entre 96 e 116 milímetros.
Mesmo concentrada em menos de uma semana, essa chuva equivale a entre 61% e 73% da média histórica prevista para todo o mês de julho.
LEIA TAMBÉM: Santa Cruz do Sul tem alerta para deslizamentos
Publicidade
Os volumes reforçam o cenário de solo encharcado e mantêm a atenção para possíveis transtornos, principalmente em áreas com drenagem limitada e próximas a cursos d’água.
Recorde mensal não veio de um único dia de chuva extrema
Apesar do acumulado histórico, Santa Cruz não bateu o recorde de chuva em um único dia durante julho. A maior precipitação diária já registrada no mês continua sendo de 112,3 milímetros, em 12 de julho de 2023.
O dado mostra que o novo recorde foi resultado da persistência das áreas de instabilidade e da sequência de episódios de chuva ao longo do mês, e não de uma única tempestade com volume extremo.
LEIA AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO PORTAL GAZ
QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!