O futuro do transporte coletivo urbano de Santa Cruz do Sul esteve no centro dos debates durante a última reunião da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados (Agerst). A discussão ocorreu após a aprovação de mais um repasse de R$ 370 mil em subsídio à empresa concessionária, referente ao mês de maio.
Conforme os dados apresentados, o sistema de transporte registrou um custo operacional de R$ 1,458 milhão no período, enquanto a arrecadação alcançou R$ 983 mil. Isso gerou um déficit de R$ 475,9 mil. Como o teto mensal de complementação é de R$ 370 mil, a diferença permanece como saldo devedor da concessionária.
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Os conselheiros demonstraram preocupação com a sustentabilidade do modelo atual e discutiram alternativas para o futuro do sistema.
Durante a reunião, foi destacado que o número de passageiros pagantes segue em queda, enquanto o volume de usuários isentos permanece estável. Para os conselheiros, a redução na quantidade de passageiros que pagam a tarifa dificulta o equilíbrio financeiro do transporte coletivo e exige uma discussão mais ampla sobre o modelo adotado em Santa Cruz do Sul.
Também foi citado que o atual acordo de subsídio tem validade até o fim de julho. Após esse período, será necessária uma nova análise sobre a continuidade e o formato do aporte financeiro ao sistema.
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Entre as possibilidades levantadas, os integrantes da agência mencionaram experiências de municípios que adotaram a tarifa zero no transporte coletivo. Os conselheiros citaram que, proporcionalmente ao orçamento do município, um sistema totalmente subsidiado poderia representar um percentual relativamente pequeno das despesas públicas e gerar benefícios indiretos, como a redução do trânsito, dos congestionamentos e dos custos com infraestrutura viária.
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Apesar disso, houve consenso de que uma eventual adoção da gratuidade exigiria estudos técnicos e financeiros detalhados.
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Uma das propostas apresentadas durante o debate foi a realização de uma pesquisa para medir a demanda potencial pelo transporte coletivo caso houvesse redução significativa da tarifa ou até mesmo a gratuidade.
Os conselheiros entendem que um preço menor poderia atrair novos passageiros e ampliar a utilização dos ônibus, embora também reconheçam que o aumento da demanda exigiria mais veículos e investimentos operacionais.
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