Em junho de 2026, as exportações do agronegócio do Rio Grande do Sul somaram US$ 1,24 bilhão, o que representa um crescimento de 3,9% na comparação com o mesmo mês de 2025. O setor foi responsável por 68,9% de tudo que o Estado exportou no período.
O dado peculiar do mês é o contraste entre o valor faturado e o volume embarcado. Enquanto o montante financeiro subiu, o volume físico recuou 2,2%, passando de 1,80 milhão para 1,76 milhão de toneladas. Segundo a Assessoria Econômica da Farsul, isso sinaliza uma melhoria na composição dos produtos exportados e um preço médio mais atrativo.
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O desempenho positivo foi sustentado, principalmente, pelos seguintes setores:
Nem todos os setores acompanharam o ritmo de crescimento. O resultado do mês foi limitado pela retração de produtos como o fumo não manufaturado, a celulose, o óleo de soja em bruto e a carne suína in natura. Especialmente no caso da celulose e da madeira, a queda reflete a não repetição de grandes embarques realizados no mesmo período do ano anterior.
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A China manteve sua posição como o principal destino das exportações do agronegócio gaúcho, respondendo por 30,2% do valor total embarcado em junho. Na sequência, destacaram-se Estados Unidos (6,1%), Turquia (5,6%), Bélgica (3,5%), Coreia do Sul (3,5%) e Índia (3,4%).
No acumulado do primeiro semestre de 2026, o agronegócio gaúcho soma US$ 6,84 bilhões exportados, uma alta de 8,3% em relação a 2025. “O acumulado de 2026 mostra uma pauta mais diversificada geograficamente, sustentada por soja, milho, proteínas animais, arroz e óleos vegetais”, aponta o relatório da Farsul.
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