Procura por cobertores, roupas e alimentos típicos do frio aumentou nas últimas semanas e deve seguir crescendo, conforme lojistas
Entre aqueles que amam e os nem tão fãs assim, diante das baixas temperaturas de inverno um desejo é praticamente unânime: investir em conforto térmico. Seja na alimentação, no vestuário, em itens para casa ou novos eletrodomésticos, o frio representa oportunidades ao comércio.
Apesar de perceber uma leve redução no movimento em dias chuvosos, o gerente de supermercado John Wagner de Pellegrin afirma que há um incremento na venda de bebidas quentes, como quentão e vinho. Produtos para preparos mais encorpados, como arroz, feijão e os kits sopão, também figuram entre os mais procurados pelos consumidores.
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Já em outro ramo, o empresário Paulo Kist avalia o período como mais favorável em relação ao ano passado. “O frio veio mais cedo dessa vez. Em torno do Dia das Mães já começou um movimento legal. Agora esperamos que isso se mantenha até agosto, quando já começa a liquidação.”
Para conseguir atender à demanda, o comerciante lembra que os pedidos de produtos começaram em janeiro e fevereiro. “Nós focamos muito no inverno, com edredons, cobertores, mantas e roupões de microfibra, pijamas de plush e lençóis térmicos. Alguns itens, inclusive, já estão faltando, o que não ocorreu em 2025.”
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A maior movimentação no comércio, por sua vez, vem sendo percebida desde o outono. Segundo o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Gilberto Eidt, “desde maio, aliado ao pagamento do 13º salário, houve uma procura maior por roupas mais quentes e calçados, além de eletrodomésticos, como fogões, aquecedores e calefatores.”
Para atrair o consumidor e incentivar a valorização do comércio local, a entidade orienta os lojistas a apostarem em promoções. “Ainda temos uma promessa da reta final de inverno com muita chuva. Por isso é fundamental que as lojas se abasteçam de mantimentos para disponibilizar ao consumidor, pois a onda do El Niño está apenas começando”, afirma Edit.
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Já o presidente do Sindilojas Vale do Rio Pardo, Mauro Spode, destaca que o frio tradicionalmente exerce influência positiva sobre o comércio, especialmente em segmentos como vestuário, calçados, cama, mesa e banho, além de alguns itens ligados ao conforto e ao bem-estar. “Muitas decisões de compra acabam sendo impulsionadas pelas condições climáticas, e a chegada das baixas temperaturas costuma estimular o consumo.”
Apesar disso, ele afirma que, embora tenha se observado movimentação maior em determinados setores, ainda é cedo para afirmar que haverá uma recuperação mais consistente das vendas. “Fatores como o elevado nível de endividamento das famílias, a inadimplência e as taxas de juros em patamares altos seguem impactando diretamente a capacidade de consumo da população.”
Segundo Spode, a expectativa é de que, se o frio persistir nas próximas semanas, possa ser registrado um desempenho mais favorável em alguns segmentos específicos. “Contudo, o cenário econômico continua exigindo cautela por parte dos consumidores e também dos empresários.”
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