Estamos trabalhando, enquanto “Movimento pelo Cinturão Verde”, na elaboração de um Mapa Integratório de abrangente visualização didática. Com ele se pretende contribuir para a tomada de decisões sistêmicas próprias da dinamicidade imanente ao processo de representação, compreensão, conscientização e ação.

Um mapa que objetive integrar a topografia, os pontos notáveis, o sistema urbano/viário, a hidrografia e sub-bacias hidrográficas, a estrutura geológica, as fragilidades e instabilidades, a espacialização fundiária pública e privada, a cobertura vegetal e suas criaturas, os ciclos ocupacionais e outros aspectos significativos no contexto da cidade que coabita com os biomas e a região, o Túnel Verde e os bairros, nossa rua e moradia, deverá permitir a visualização em movimento continuado e respeitoso pertencimento corresponsável, até porque o Cinturão Verde se constitui no conjunto de ecossistemas em fluxo interdependente e interativo.

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Assim, para melhor conhecer o Cinturão Verde não se pode isolar a estrutura geológica das relações entre a territorialidade expandida e seus conviventes num cenário de correlações “geobiopsicosocioambientais”, o que nos remete, em alguma medida, à freudiana metáfora arqueológica: quantas camadas a serem ainda conhecidas? Quantos mistérios a serem desvendados? Quantos benefícios proporcionados pelo Cinturão Verde ainda desconhecidos? Qual a magnitude dos riscos diretos e indiretos ao nos omitirmos da preservação e da recuperação do Cinturão Verde enquanto complexo organismo vivo?

Eis o desafio: demonstrar a espacialidade, o processo geológico estruturante, o elã vitalizante e a socioambientalidade psíquica, que fluem à semelhança de um rio numa bacia hidrográfica, refletindo a unidade na multiplicidade que adiciona, a cada zelo, um ganho coletivo multiplicador. Ao Cinturão Verde, justamente por ser multidiverso, se lhe acresce valor ao ser tratado unitivamente em suas diferenciações. Vamos conseguir organizar o Mapa? Estamos a caminho.

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Muitos em benefício de todos
Há que se ressaltar que mãos e mentes vêm se somando na elaboração do Mapa Integratório, a exemplo do técnico em geoprocessamento Gustavo R. de M. Matias, que atua na Secretaria de Planejamento e Mobilidade Urbana do Município. Segue, neste percurso, o reconhecimento aos conselheiros de Gestão Socioambiental e do Meio Ambiente e a todos – oportunamente pretendemos referenciá-los – que vêm se dedicando ao conhecimento e à saudável ambiência.

26 de maio de 1994
Transcorridos 32 anos da memorável assinatura do Decreto nº 4.117, que determinou a delimitação física da poligonal do Cinturão Verde é justo que se reconheça o altruísmo de muitos proprietários preservacionistas, com o que assume relevância a possibilidade de isenção progressiva do “IPTU-Cinturão Verde” concretizada pela atual administração. Nunca será demais reafirmar que os que preservam ambientalmente suas propriedades o fazem em oxigenante ganho coletivo. Zelar pela integridade do Cinturão Verde é cuidar de todos, indistintamente.

Eco 92
Há 34 anos nos preparávamos para a grande Conferência Ambiental realizada pela ONU no Rio de Janeiro, entre os dias 3 e 14 daquele mês de junho. De lá para cá, quais as transformações significativas? A refletir, agir e se saber a caminho do que realmente vale a pena.

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Lavignea Witt

Me chamo Lavignea Witt, tenho 25 anos e sou natural de Santiago, mas moro atualmente em Santa Cruz do Sul. Sou jornalista formada pela Universidade Franciscana (UFN), pós-graduada em Jornalismo Digital e repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações.

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Lavignea Witt

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