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JOSÉ ALBERTO WENZEL

Vera brilha

Foto: Reprodução/Facebook

Ela amanheceu serena. Juntou as mãos que se afagaram em prece. No teto viu asas coloridas, as de uma borboleta.

Ao lado, a parede se abriu em janela. O parapeito sustentou a leveza do momento. Junto à abertura, pousou outra borboleta. Não tardou para que as duas alçassem voo. Buscavam altitudes.

A janela se espelhou em orvalho reparador. Dos seus soluços restaram gotas que embaciaram o vidro. Espelho expressivo, sem pudores, destituído de ressentimentos, despossuído de mágoas, desnecessitado de láureas, desobrigado das explicações, todavia, repleto de realizações generosamente partilhadas.

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Ela se acomodou, reacomodou. Relutou. Não encontrou posição confortável. Tudo muito exíguo, fugaz. Recebeu em seus lábios a apaziguante gaze umedecida. Confortada, aceitou o convite alçante das borboletas. Alada, subiu, sobrevoou. Aprumou-se rumo ao sol que ensaiava os primeiros fulgores. Acarinhada, tornou-se horizonte. Reluziu. Seguiu em frente com o desprendimento de quem muito amou e segue sendo ainda mais amada.

VERAS

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Ao amanhecer do dia 26 de abril de 2026 seguirão despertares renovados em quem conheceu, conviveu e vier a se irmanar à pessoa Vera Maria Frohlich Wenzel. Vera se multiplica em cada gesto de atenção e empatia colaborativa e assim, em crescente medida, seguirá universalizada.

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GRATIDÃO

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Nosso reconhecimento a todas as pessoas que nos têm acompanhado nestes dias. Acompanhamento explicitado nas presenças, palavras, mensagens, abraços, olhares, apertos de mãos, nas preces e bênçãos, nos silêncios ofertantes, no carinho, nos cuidados médicos e zelos de enfermagem, no esmero do pessoal da limpeza e alimentação, nos exames laboratoriais e de imagem, na acolhida hospitalar e clínica, nos atos litúrgicos e rituais funerários, no tijolo assentado, na laje de arenito, nas flores e coroas, nas manifestações via imprensa, no copo de água e na xícara de café, na “Moção de Pesar”, no especial aconchego dos familiares e da natureza em fluxo que a acolheu, e na saudade atualizada em cada cantinho.

O MISTÉRIO DA COEXISTENCIALIDADE

Para além do humano, mas com o humano; para além da ancestralidade, mas com ela; para além da atualidade, mas com ela; para além da futuridade, mas com ela; para além do divino, mas com o divino; tudo em devir interativo de ressonante registro multiversal.

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MÃE AMOROSA

Vera, admirável mãe do Rodrigo e da Aline, siga nos protegendo e orientando. Em teu nome, cumprimentos a todas as mães.

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