Marcio Souza

Marcio Souza: “A relação do governo Lula com o agronegócio não é nada amistosa”

A relação do governo Lula com o agronegócio não é nada amistosa. Em algum momento da história, houve o entendimento do setor produtivo de que a administração petista não é apoiadora do meio rural. O conceito talvez venha do tempo mais ativo do Movimento dos Sem Terra (MST), que tinha muita proximidade com o PT, ou do fato de que as lideranças do partido atribuem ao agro o avanço do desmatamento da floresta Amazônica. O fato é que não importa quando surgiu essa rusga; o que é relevante é a atitude do Palácio do Planalto diante da votação do projeto de lei 5122/23, que trata sobre a securitização das dívidas rurais. Sem cogitar um acordo para o andamento do texto no Senado, o governo atrapalhou da forma que deu. Conseguiu manter por meses o assunto nas gavetas, das quais Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) tem as chaves.

Nesta semana, a pressão foi muito grande. Os produtores foram a Brasília, os congressistas de todas as regiões manifestaram-se e defenderam a aprovação do projeto. Não houve como segurar. O texto foi a votação, com algumas alterações – é verdade –, e passou de forma simbólica pela Casa. Com as mudanças, mesmo que pequenas, volta para a Câmara. A expectativa dos deputados Marcelo Moraes (PL) e Heitor Schuch (PSD) é de que o andamento, novamente, seja rápido e se possa votar antes do recesso de meio de ano.

É só não dar atenção à intenção do Planalto de mudar o texto, atrasar o andamento e fazer com que os produtores não tenham acesso a esse benefício, que não é de graça. É uma forma de dar um fôlego para que o agronegócio respire sem a necessidade de equipamentos com oxigênio. Caso passe da forma que está, o governo não descarta a possibilidade de judicializar a questão. Se ainda existia dúvida sobre eventual motivação para o agronegócio não gostar da administração petista, o atual governo está se esmerando para deixar explícito.

Publicidade

LEIA TAMBÉM: Marcio Souza: Raul x Serginho

Urgência menos urgente

A Câmara de Santa Cruz do Sul aprovou mudança regimental sobre o período para a convocação das sessões extraordinárias. A proposição foi do vereador Raul Fritsch (Republicanos), que entende ser necessário um tempo maior para que os parlamentares tenham acesso aos projetos, possam estudá-los e, então, definir seus votos. Além disso, a intenção é fazer com que se organizem para participar desse tipo de encontro, haja vista que a maior parte trabalha em outras atividades. Assim, foi estabelecido o prazo de 48 horas entre a convocação do presidente (online ou presencial) e o início da sessão. Em caso de desastres ou catástrofes climáticas, pode ser em tempo menor, desde que tenha a concordância dos líderes.

LEIA TAMBÉM: Marcio Souza: “Brasil vivenciou série de absurdos durante a votação da PEC 6×1”

Publicidade

Pré-campanha

No dia 18, o vereador santa-cruzense Rodrigo Rabuske (Republicanos) fará evento para atrair novos filiados e lançar pré-campanha para deputado; no dia 20, Thiago Albrecht (Novo) estará em Santa Cruz; e dias 29 e 30 será a vez do presidenciável Renan Santos (Missão) visitar o município – será recebido pelo pré-candidato a deputado federal Evandro Augusto (Missão).

LEIA MAIS COLUNAS DE MARCIO SOUZA

QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!

Publicidade

Marcio Souza

Jornalista, formado pela Unisinos, com MBA em Marketing, Estratégia e Inovação, pela Uninter. Completo, em 31 de dezembro de 2023, 27 anos de comunicação em rádio, jornal, revista, internet, TV e assessoria de comunicação.

Share
Published by
Marcio Souza

This website uses cookies.