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Rede de proteção à mulher leva ações para o interior de Santa Cruz

Com o objetivo de disseminar a prevenção e o auxílio a vítimas de violência doméstica, a Coordenadoria Municipal da Mulher realiza, desde o ano passado, palestras por diversas localidades do interior. A atividade ocorre em parceria com a Emater/RS-Ascar. Junto aos grupos femininos, nos quais a entidade desenvolve atividades mensalmente, representantes do órgão municipal abordam a temática e incentivam denúncias em situações de ameaça ou perigo.

Um roteiro por todas as localidades rurais já foi realizado em 2025. Neste ano, regiões como Monte Alverne, Alto Paredão, Linha General Osório, Reserva dos Kroth e Quarta Linha Nova Baixa receberam a visita da coordenadoria. Nos encontros são apresentadas opções de ajuda, como os telefones 180 e 190, além do (51) 99929 0288, do Escritório da Mulher – que funciona 24 horas. Também é destacada a atuação da Patrulha Maria da Penha da Brigada Militar, do Conselho da Mulher, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e do Judiciário.

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A titular da coordenadoria, Júlia Rambo, explica que busca a sensibilização das mulheres quanto às suas realidades e às de terceiras. “Minha fala inicial é sobre a violência doméstica, como ela ocorre, e também um chamamento para que nos ajudem a chegar até as que não têm forças para pedir auxílio”, afirma. “Não abordo diretamente a vítima, mas oriento: se você tem uma vizinha que sofre ou uma amiga que desabafou, ligue para nós. Não precisa se identificar. Nós vamos detectar o problema e tentar ajudar.”

Apoio

Júlia Rambo ressalta que, mesmo distantes da área urbana, as moradoras do interior não ficam desassistidas. “Hoje, quando uma mulher é agredida e não tem para onde ir, dispomos da Casa de Passagem até que a medida protetiva seja expedida. Acolhemos essa mulher e, com a decisão judicial, o agressor é notificado e deve deixar a residência para que ela possa retornar”, detalha. “Fazemos todo o acompanhamento, ela não fica desamparada. O município está à frente de outros na organização dessa rede de acolhimento.”

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A coordenadora conta que, em pouco mais de um ano de atividades do órgão, diversos casos vindos do interior foram registrados. Segundo ela, essas vítimas enfrentam obstáculos específicos. “Para quem está no campo, o acesso à cidade é mais difícil, assim como o sinal de internet e a informação. Há também a questão da vergonha: as pessoas tendem a se reprimir diante de problemas. Mas não podemos fechar os olhos. Precisamos nos comunicar, e o sigilo é garantido.”

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Vanessa Behling

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