Com o objetivo de conscientizar os cidadãos desde cedo sobre a importância da prevenção à violência contra as mulheres, o “Grupo de Combate à Violência Escolar e Familiar” tem levado a temática às escolas de Santa Cruz para as diferentes turmas, adequando o conteúdo conforme a idade dos estudantes. Ele reúne integrantes das secretarias municipais de Educação e de Segurança; da Coordenadoria da Mulher e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, além da delegada da 1ª Delegacia de Polícia de Santa Cruz, Ana Luísa Aita Pippi, e da promotora de Justiça Danieli de Cássia Coelho.
Entre as instituições que já receberam visitas estão as escolas Guilherme Hildebrand, Willy Carlos Fröhlich (Polivalente), Gaspar Bartholomay e Affonso Rabuske e o Colégio Estadual Monte Alverne. Nos próximos dias, a ação será desenvolvida na Escola Estadual de Educação Básica Estado de Goiás. E outros educandários receberão as atividades ainda neste ano.
LEIA MAIS: Câmara de Vereadores aprova política de combate à violência de gênero
Publicidade
A prevenção contra a violência doméstica é um dos assuntos abordados nas visitas. A responsável pela Coordenadoria da Mulher do município, Júlia Rambo, explica que a ação é uma oportunidade de fazer um chamado para as crianças ficarem atentas a situações de violência e auxiliarem no combate.
“Eu me dirijo aos alunos, aos meninos, para caminharem junto conosco, para começarem desde cedo sabendo que homem e mulher caminham lado a lado, que é necessário tratar a mulher com respeito, com carinho, que gentileza gera gentileza”, diz. “Mas também falo da importância deles não se calarem, para que denunciem se perceberem alguma coisa na sua rua, com os seus vizinhos, com algum parente ou em alguma conversa de adulto.”
LEIA TAMBÉM: Câmara aprova projeto que separa mães em luto de mulheres com recém-nascidos em maternidades
Publicidade
Ela acrescenta que é imprescindível difundir os meios de auxílio às vítimas, como os telefones 180 e 190 e o número (51) 99929 0288, do Escritório da Mulher, que funciona 24 horas por dia. A diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Guilherme Hildebrand, Eliana Inês Frantz, destaca que mesmo sendo um tema delicado, é de extrema necessidade abordá-lo na escola, já que pode ser a realidade de muitas crianças e famílias.
“Acreditamos que falar sobre respeito, limites, empatia e formas saudáveis de convivência deve começar desde cedo. Ao introduzir esses conceitos de maneira adequada à faixa etária, contribuímos para a formação de crianças mais conscientes de seus direitos e deveres, além de capacitá-las a reconhecer situações de violência e buscar ajuda quando necessário”, comenta.
LEIA MAIS: Sancionada lei que prevê tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres
Publicidade
A diretora acrescenta que a violência doméstica pauta diversas atividades pedagógicas ao longo do ano, seja em forma de projetos, rodas de conversa, histórias e dinâmicas, seja em campanhas educativas. “Destacamos a parceria com o Escritório da Mulher, que se faz presente na escola sempre que solicitado, contribuindo com orientações, ações educativas e apoio especializado. Essa colaboração fortalece o trabalho preventivo e amplia a rede de proteção às crianças e suas famílias.”
No currículo
Neste ano, os ministérios da Educação e das Mulheres instituíram a Lei Maria da Penha vai à Escola com o objetivo de incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica. A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.
LEIA AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO PORTAL GAZ
Publicidade
QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!