Santa Cruz do Sul

Remoção do excesso de fios expõe desafios em Santa Cruz

Há praticamente um ano, de forma semanal, equipes da RGE, distribuidora do Grupo CPFL no Rio Grande do Sul, realizam mutirões de limpeza de fios em Santa Cruz do Sul. A atividade ocorre em conjunto com órgãos como o Procon e o Ministério Público. O andamento das ações, no entanto, tem registrado um entrave: a morosidade na regularização das inconformidades, por parte de algumas operadoras de telecomunicações.

Segundo o consultor de negócios no Vale do Rio Pardo, Eduardo Döring, os cabos de telefonia e demais equipamentos de telecomunicações, instalados nos postes, são de responsabilidade das operadoras. Embora a infraestrutura de postes seja compartilhada, conforme determina a regulamentação vigente, cabe a elas a instalação, manutenção, organização e retirada de seus cabos, bem como a adequação às normas técnicas e de segurança.

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“A RGE destaca que não atua no segmento de telecomunicações. Por esse motivo, a empresa não dispõe de equipamentos para testes, manutenção ou intervenção nesses cabos”, explica o também gerente de relacionamento. Diante da recorrência de situações com fiações soltas, pendentes ou fora dos padrões técnicos, a companhia reforça a necessidade de maior cuidado e protagonismo dos responsáveis.

Segundo Döring, a empresa atua de forma contínua na fiscalização do uso adequado de sua infraestrutura, notificando as operadoras sempre que irregularidades são identificadas. Essa prática tem o objetivo de garantir a segurança da população e a organização urbana.

“Uma eventual atuação ocorre, exclusivamente, para eliminar situações fora do padrão ou que envolvam risco à segurança, podendo incluir o seccionamento dos cabos”, explica.

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Novo cenário visual

Segundo Eduardo Döring, a questão do excesso de fios envolve um passivo de décadas. Ele ressalta que em determinados municípios do Estado, a situação é bastante complicada, especialmente na região metropolitana. Em Santa Cruz, porém, o resultado do trabalho, executado há mais de um ano, pode ser conferido em alguns pontos. “Já melhoramos muito o aspecto visual, mas não tenho dúvida de que esse é um serviço contínuo.”

Enquanto isso, diariamente as operadoras lançam cabos, realizando ações de melhoria ou de expansão dos sistemas. Além disso, situações de rompimentos, que venham a causar a substituição ou deslocamento de postes, criam um emaranhado que deveria passar por manutenção e ser corrigido pelas responsáveis, pondera Döring.

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Para saber

Em situações que envolvam fios baixos, soltos ou em desuso, a orientação é que a população registre a ocorrência junto às devidas operadoras de telecomunicações. Caso persista a situação de risco, a CPFL RGE poderá adotar medidas para eliminação do perigo, inclusive com o corte de cabos irregulares, o que pode ocasionar a interrupção de serviços. Em Santa Cruz, aproximadamente trinta empresas estão cadastradas no sistema da companhia.

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