Saúde e Bem-estar

Saiba por que a sensação de frio não é uniforme nos dias de inverno

A chegada dos dias mais frios na Região Sul do país – apontada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) como a mais fria do Brasil – expõe uma reação comum: enquanto alguns usam apenas um casaco leve, outros precisam de várias camadas de roupa. Segundo a endocrinologista Gabriela Iervolino, da Hapvida, essa variação vai além da percepção individual e está diretamente ligada ao funcionamento do metabolismo, à quantidade de massa muscular e à circulação sanguínea de cada indivíduo.

A produção de energia térmica depende da atividade metabólica e dos músculos. Pessoas com maior volume de massa muscular tendem a sentir menos frio porque mantêm o metabolismo mais ativo. O tecido adiposo também atua como isolante térmico. Essa fisiologia explica por que homens, que têm níveis mais elevados de testosterona, costumam relatar menos desconforto nas baixas temperaturas do que mulheres, idosos e crianças, grupos com menor índice de massa magra.

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Além dos fatores genéticos e biológicos, certas condições de saúde alteram a sensibilidade térmica. Problemas circulatórios dificultam a irrigação das extremidades, resfriando mãos e pés. Distúrbios na tireoide também desregulam o termostato do corpo. No hipertireoidismo, por exemplo, o metabolismo acelera de forma patológica, fazendo com que o paciente sinta menos frio do que o normal para o ambiente, conforme explica a especialista.

O inverno exige uma atenção redobrada de pacientes cardiovasculares. O frio provoca a contração dos vasos sanguíneos, o que eleva a pressão arterial e sobrecarrega o coração. Segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão atinge em torno de 30% da população adulta brasileira. A endocrinologista alerta que o monitoramento constante da pressão é vital nesta época, já que o estresse térmico pode favorecer eventos graves, como o infarto agudo do miocárdio.

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Sinais de alerta e mitos do aquecimento

Embora o calafrio seja uma resposta natural, o corpo emite sinais quando o limite saudável é ultrapassado. Pele pálida, tremores persistentes, dormência nas extremidades e confusão mental indicam a necessidade de aquecimento imediato e, em casos severos, de atendimento médico.

Para enfrentar as baixas temperaturas de forma segura, especialistas recomendam o uso de vestimentas em camadas e a proteção redobrada de mãos, pés e cabeça. Manter-se hidratado e consumir alimentos quentes também auxilia na manutenção do calor interno.

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A médica faz um alerta sobre o hábito de recorrer a bebidas alcoólicas para se aquecer. O álcool provoca uma falsa sensação de calor devido à vasodilatação periférica, mas, na realidade, reduz a temperatura central do corpo e mascara o risco de hipotermia.

Fatores que influenciam

  • Massa muscular – Funciona como um motor térmico; quanto maior a musculatura, mais calor é gerado.
  • Hormônios – A testosterona estimula o ganho de músculos; já disfunções na tireoide desregulam o metabolismo.
  • Circulação – Doenças arteriais diminuem o fluxo de sangue nas extremidades do corpo.
  • Idade – Crianças e idosos têm menor capacidade de retenção térmica e metabolismo basal mais lento.

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Lavignea Witt

Me chamo Lavignea Witt, tenho 25 anos e sou natural de Santiago, mas moro atualmente em Santa Cruz do Sul. Sou jornalista formada pela Universidade Franciscana (UFN), pós-graduada em Jornalismo Digital e repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações.

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