A chegada dos dias mais frios na Região Sul do país – apontada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) como a mais fria do Brasil – expõe uma reação comum: enquanto alguns usam apenas um casaco leve, outros precisam de várias camadas de roupa. Segundo a endocrinologista Gabriela Iervolino, da Hapvida, essa variação vai além da percepção individual e está diretamente ligada ao funcionamento do metabolismo, à quantidade de massa muscular e à circulação sanguínea de cada indivíduo.
A produção de energia térmica depende da atividade metabólica e dos músculos. Pessoas com maior volume de massa muscular tendem a sentir menos frio porque mantêm o metabolismo mais ativo. O tecido adiposo também atua como isolante térmico. Essa fisiologia explica por que homens, que têm níveis mais elevados de testosterona, costumam relatar menos desconforto nas baixas temperaturas do que mulheres, idosos e crianças, grupos com menor índice de massa magra.
LEIA MAIS: Vacina contra o vírus sincicial respiratório reduz em 75,6% as internações de idosos
Publicidade
Além dos fatores genéticos e biológicos, certas condições de saúde alteram a sensibilidade térmica. Problemas circulatórios dificultam a irrigação das extremidades, resfriando mãos e pés. Distúrbios na tireoide também desregulam o termostato do corpo. No hipertireoidismo, por exemplo, o metabolismo acelera de forma patológica, fazendo com que o paciente sinta menos frio do que o normal para o ambiente, conforme explica a especialista.
O inverno exige uma atenção redobrada de pacientes cardiovasculares. O frio provoca a contração dos vasos sanguíneos, o que eleva a pressão arterial e sobrecarrega o coração. Segundo o Ministério da Saúde, a hipertensão atinge em torno de 30% da população adulta brasileira. A endocrinologista alerta que o monitoramento constante da pressão é vital nesta época, já que o estresse térmico pode favorecer eventos graves, como o infarto agudo do miocárdio.
LEIA TAMBÉM: Apreensão de canetas emagrecedoras causa alerta
Publicidade
Embora o calafrio seja uma resposta natural, o corpo emite sinais quando o limite saudável é ultrapassado. Pele pálida, tremores persistentes, dormência nas extremidades e confusão mental indicam a necessidade de aquecimento imediato e, em casos severos, de atendimento médico.
Para enfrentar as baixas temperaturas de forma segura, especialistas recomendam o uso de vestimentas em camadas e a proteção redobrada de mãos, pés e cabeça. Manter-se hidratado e consumir alimentos quentes também auxilia na manutenção do calor interno.
LEIA MAIS: Julho Laranja alerta para prevenção de problemas na mordida desde a infância
Publicidade
A médica faz um alerta sobre o hábito de recorrer a bebidas alcoólicas para se aquecer. O álcool provoca uma falsa sensação de calor devido à vasodilatação periférica, mas, na realidade, reduz a temperatura central do corpo e mascara o risco de hipotermia.
LEIA MAIS NOTÍCIAS DE SAÚDE E BEM-ESTAR
QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!
Publicidade
This website uses cookies.