Alterações no alinhamento dos dentes e na mordida podem ser identificadas e, em muitos casos, prevenidas ainda na infância. O Julho Laranja reforça a importância do acompanhamento odontológico precoce para reduzir o risco de más oclusões, condição que pode comprometer funções como mastigação, respiração, fala e deglutição.
O tema foi abordado pela ortodontista Juliana Kraether e pela odontopediatra Andreia Otone em entrevista à Rádio Gazeta 107,9 FM, nesta segunda-feira, 29. Segundo a ortodontista Juliana Kraether, o problema vai além da estética. “A pessoa precisa ter uma oclusão adequada para mastigar, respirar, falar e deglutir. Existe uma série de comportamentos, atitudes e controles que podemos fazer, até mesmo durante o período da gestação, para que elas não aconteçam. Aí sim, se acontecerem, os aparelhos são indicados para tratamentos”, afirmou.
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Conforme a especialista, muitas alterações começam a se desenvolver nos primeiros anos de vida e podem ser evitadas com orientações e acompanhamento desde a gestação. O monitoramento também permite identificar hábitos que interferem no desenvolvimento da arcada dentária.
A odontopediatra Andreia Otone explica que a primeira consulta deve ocorrer com o nascimento do primeiro dente e tem como objetivo orientar a família sobre os cuidados necessários durante o crescimento da criança. “A amamentação, o uso de mamadeira e chupeta, a respiração e até a qualidade do sono são pontos que observamos para prevenir as más oclusões”.
As especialistas destacaram que parte das alterações tem origem hereditária, mas muitos casos estão relacionados a hábitos desenvolvidos durante a infância. O diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento e pode reduzir a necessidade de intervenções mais complexas na adolescência e na vida adulta.
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A campanha recomenda avaliações ortodônticas entre os 6 e os 12 anos. No entanto, conforme as profissionais, algumas alterações podem ser diagnosticadas antes dessa faixa etária, permitindo intervenções no momento mais adequado para o desenvolvimento da criança.
Juliana ressaltou que o objetivo do tratamento ortodôntico não é apenas melhorar a aparência do sorriso. “A estética é uma consequência. Hoje temos um conceito de estética que seriam dentes alinhados, mas o ortodontista e o dentista não estão preocupados somente com o alinhamento dentário. O que nos preocupa é que esse alinhamento permita ao paciente desempenhar todas as funções do aparelho mastigatório de forma eficiente.”
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