Agronegócio

Setor avalia cenário de alerta para o tabaco

A Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco avaliou um cenário de alerta para o setor em sua 80ª reunião ordinária, realizada nessa quarta-feira, 15. O encontro destacou a forte oscilação negativa nos preços pagos ao produtor na atual safra, a retração nos embarques ao exterior no primeiro semestre e propôs novas medidas de defesa sanitária.

Enquanto Santa Catarina e Paraná concluem suas vendas, o Rio Grande do Sul ainda retém cerca de 20% da variedade Virgínia nas propriedades. O presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Marcilio Drescher, mostrou preocupação com a desvalorização do produto: o valor médio do quilo do Virgínia despencou de R$ 21,00, em fevereiro, para R$ 15,55 recentemente – uma perda de quase R$ 85,00 por arroba que impacta diretamente a renda das famílias agricultoras.

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No mercado externo, o cenário é de retração após o recorde de US$ 3,4 bilhões em exportações em 2025. O primeiro semestre deste ano fechou com queda de 15% no volume embarcado e de 21% no faturamento. Segundo o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, o recuo deve-se à sobreoferta mundial decorrente do aumento de produção na África e à diminuição de preços no exterior. A estimativa é de que as vendas brasileiras retornem à média histórica de US$ 2,5 bilhões.

Como medida preventiva contra riscos fitossanitários, o colegiado debateu a implantação de um vazio sanitário para a cultura. Os representantes pretendem formatar um embasamento técnico sobre os riscos do cultivo contínuo para sugerir a medida ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O próximo encontro do grupo está agendado para 11 de novembro.

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Setor intensifica ações em Brasília

O presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (AmproTabaco) e prefeito de Vera Cruz, Gilson Becker, destacou ações de divulgação em grandes eventos, como a Expotchê e a Marcha dos Prefeitos, para aproximar o governo federal da realidade socioeconômica das cidades produtoras.

Em paralelo, a Fentitabaco protocolou na Secretaria-Geral da Presidência da República um pedido formal de participação dos representantes do setor na Comissão Nacional para Implementação da Convenção-Quadro sobre Controle do Uso do Tabaco (Conicq).

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Lavignea Witt

Me chamo Lavignea Witt, tenho 25 anos e sou natural de Santiago, mas moro atualmente em Santa Cruz do Sul. Sou jornalista formada pela Universidade Franciscana (UFN), pós-graduada em Jornalismo Digital e repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações.

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