A mobilidade urbana é um assunto que tem motivado muitos estudos por parte da administração pública. Em Santa Cruz do Sul, esse tema torna-se ainda mais relevante diante do tamanho da frota na proporcionalidade com a população: são oito veículos a cada dez habitantes.
O município somou, de acordo com as estatísticas do Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul (DetranRS), 107.011 veículos. A maior parte deles (55,4%) é formada por automóveis, com as motocicletas vindo em seguida, com 21.155.
Com esses indicadores, é o primeiro entre os integrantes da Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) e o 12º em números absolutos no Rio Grande do Sul. Tem mantido posicionamento de destaque no Estado, com marcas como virar a barreira dos 100 mil veículos em 2023.
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Essa situação tem dois fatores: um positivo e outro negativo. O primeiro é que evidencia o poder aquisitivo da população e o consequente retorno para o poder público em pagamentos do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A cobrança desse tributo é responsabilidade do Estado, mas metade fica no município onde o veículo está emplacado. Somente neste ano, a expectativa de arrecadação total é R$ 95,3 milhões.
A questão negativa é a fluidez do trânsito, que passa a exigir medidas para que a mobilidade urbana seja mantida.
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Em entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9 o vice-prefeito Alex Knak tratou do tema. Destacou a importância da implantação de semáforos como forma de democratizar o trânsito, em especial, pela presença dos pedestres. “A gente tem que pensar em todos e os pedestres também fazem parte do trânsito”, frisou.
Destacou ações que irão demandar desapropriações para fazer as intervenções. Os locais ainda serão divulgados. “Sabemos quais são os pontos que têm dado maior conflito. Na Fernando Tatsch, chegou a dar cinco acidentes por dia – e acabaram”, exemplificou. Sobre a Rua Paul Harris e a Avenida Euclydes Kliemann, a tendência é que passem a ser de mão única para dar maior fluidez.
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