Debate acontece nesta terça-feira
A Prefeitura de Santa Cruz do Sul promoveu nesta terça-feira, 2, a segunda Conferência Municipal do Cadastro Único. Com o tema Conhecer para Incluir, o encontro ocorreu no Memorial da Unisc e reuniu gestores, profissionais da educação, representantes de instituições e integrantes da rede de atendimento para debater estratégias de ampliação do acesso às políticas públicas de inclusão social.
A iniciativa, organizada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social e Inclusão, teve como foco aproximar diferentes setores do serviço público das ações desenvolvidas por meio do Cadastro Único. Durante entrevista à Rádio Gazeta 107,9 FM, a coordenadora municipal da Proteção Social Básica e do Cadastro Único, Lúcia Rodrigues, destacou que um dos principais objetivos da conferência é ampliar o conhecimento sobre os programas vinculados ao sistema.
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Segundo ela, muitas pessoas associam o Cadastro Único exclusivamente ao Bolsa Família, mas a ferramenta reúne diversos programas sociais ofertados pelos governos federal, estadual e municipal. Conforme a coordenadora, o objetivo é mostrar que o Cadastro Único vai além de um sistema de benefícios, envolvendo o atendimento e o acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade.
“Hoje, as pessoas estão muito ligadas ao Bolsa Família e o Cadastro Único é gigante. Existem vários programas vinculados ao Cadastro Único que nós queremos mostrar”, afirmou. Lúcia ressaltou ainda que o tema da conferência resume a proposta do evento. “Quando nós falamos do Cadastro Único, nós não falamos apenas de um sistema ou de um programa. Nós falamos de pessoas e de famílias.”
Após uma primeira edição voltada à área da saúde, a conferência deste ano tem como público prioritário os profissionais da educação. De acordo com Lúcia, escolas e equipes diretivas desempenham papel importante na identificação de situações de vulnerabilidade que muitas vezes ultrapassam os limites do ambiente escolar.
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A proposta é fortalecer a integração entre assistência social e educação para identificar crianças, adolescentes e famílias que podem estar fora dos programas sociais ou enfrentando situações de violação de direitos.
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Segundo a coordenadora, a rede educacional pode contribuir para ampliar a busca ativa e encaminhar famílias para os serviços disponíveis. “A educação é o olhar primário. Nós precisamos da ajuda desses profissionais porque muitas situações ultrapassam os muros das escolas”, destacou.
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Ela acrescentou que um dos desafios é localizar pessoas que têm direito a programas sociais, mas ainda não estão inseridas na rede de proteção. “Nós queremos identificar, trabalhar com essas famílias e apresentar todos os programas, tanto estaduais, federais e municipais, que nós podemos ofertar.”
Atualmente, Santa Cruz do Sul possui aproximadamente 15 mil famílias inscritas no Cadastro Único. Destas, cerca de 5 mil recebem o Bolsa Família. Lúcia informou que, desde 2025, o município intensificou o trabalho de visitas domiciliares para averiguação e acompanhamento das famílias cadastradas. Apenas no ano passado, mais de 3 mil visitas foram realizadas.
Como resultado desse processo, cerca de 1 mil a 1,2 mil famílias deixaram de receber o benefício após a atualização dos dados e verificação dos critérios exigidos. Com isso, novas famílias que aguardavam na fila puderam ser incluídas no programa.
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Segundo a coordenadora, a meta é garantir que os benefícios cheguem às pessoas que realmente necessitam, além de ampliar o acesso aos demais programas vinculados ao Cadastro Único. “Estamos trabalhando continuamente para que o programa chegue o mais próximo possível de quem realmente necessita, mas também para ampliar o acesso aos outros programas existentes dentro do Cadastro Único”, explicou.
A programação da conferência começou com o credenciamento dos participantes e incluiu palestras sobre o funcionamento do Cadastro Único e dos programas vinculados ao sistema.
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Entre os temas abordados esteve o Sistema de Condicionalidades do Programa Bolsa Família (Sicon), apresentado pela técnica do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Camila Gonçalves. A atividade buscou orientar os profissionais da educação sobre a utilização da ferramenta e os impactos das informações registradas no acompanhamento das famílias.
Além das apresentações técnicas, o evento reservou espaço para troca de experiências entre os participantes e discussão de estratégias para ampliar a identificação e o atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade social no município.
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