Na semana passada, lembramos das dificuldades enfrentadas pelo empreendedor Wilhelm (Guilherme) Lewis para construir a Capela de São João Batista, depois Igreja Matriz, onde hoje fica a Catedral de Santa Cruz do Sul. A obra começou em 1855 e ficou pronta em 1861. Hoje, vamos destacar mais alguns aspectos curiosos daquele período.

Em 1863, quando a capela já estava elevada à condição de igreja matriz, o padre alemão José Stüer chegou para assumir a paróquia. Ele deixou várias observações sobre as carências que encontrou. A maior foi a ausência de uma moradia. Foi preciso improvisar um dormitório na sacristia, local úmido e frio, e as refeições eram oferecidas pelos vizinhos. O sacerdote adoeceu e ficou entre a vida e a morte durante dois meses, sendo atendido pelo farmacêutico José Wolfenbüttel, que era o “médico” da freguesia. Depois de recuperado, os paroquianos construíram a casa paroquial nos fundos da igreja, dando-lhe mais conforto.

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Com o crescimento da freguesia, em 1880 uma comissão solicitou autorização da Câmara para construir uma nova igreja na Praça de São Pedro (hoje Getúlio Vargas), mas o pedido foi negado. Com isso, a comunidade decidiu ampliar a matriz. As obras começaram em novembro daquele ano e ficaram concluídas em dezembro de 1882. A edificação foi duplicada em seu comprimento, sendo a parte nova executada na forma do sinal aritmético “+” (cruz grega). Quatro anos depois, houve mais um grande investimento, com a importação de quatro sinos da Alemanha.

Com o número de fiéis crescendo, em 1900 começou a segunda ampliação do prédio, com conclusão em 1901. O investimento foi feito na largura do templo, que ganhou duas naves laterais, cada uma com sua porta. Durante os trabalhos, ainda foi instalado o relógio na fachada principal. Ele foi importado da Alemanha e pago com doações de católicos e evangélicos, pois beneficiava a todos os moradores da vila. 

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Somente em 1922, durante visita do arcebispo dom João Becker, a comunidade voltou a discutir a necessidade de construir uma nova e ampla igreja. Depois de muitos debates, decidiu-se que ela seria erguida atrás da antiga, sendo esta demolida quando o novo templo estivesse pronto. Os trabalhos começaram em janeiro de 1928 e terminaram no final de 1939. A nova matriz hoje é a  magnífica Catedral São João Batista.  

Fonte: Catedral São João Batista/Ronaldo Wink

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Lavignea Witt

Me chamo Lavignea Witt, tenho 25 anos e sou natural de Santiago, mas moro atualmente em Santa Cruz do Sul. Sou jornalista formada pela Universidade Franciscana (UFN), pós-graduada em Jornalismo Digital e repórter multimídia na Gazeta Grupo de Comunicações.

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