Mobilização de líderes do setor começou em Santa Cruz do Sul e posteriormente foi realizada em Rio Negro, Santa Catarina. Foto: Fentitabaco/Divulgação
O município de Rio Azul, maior produtor de tabaco do Paraná, será palco na próxima quarta-feira, 24, do último encontro do Ciclo de Seminários Regionais promovido pela Federação Nacional dos Trabalhadores na Indústria do Tabaco e Afins (Fentitabaco) e pela Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco). A atividade marca o encerramento de uma mobilização iniciada em Santa Cruz do Sul e posteriormente realizada em Rio Negro (SC), consolidando um processo de diálogo entre trabalhadores, municípios, especialistas, líderes sindicais e representantes da cadeia produtiva.
A mobilização conta com a participação do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Fumo de Rio Negro (Sitifumo) e do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Fumo do Estado do Paraná e nas Indústrias de Cacau, Balas, Doces, Bebidas em Pó e Preparados Sólidos para Refrescos do Município de Curitiba (Sintrafucarb), com apoio institucional da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente de Rio Azul.
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A programação reúne trabalhadores da indústria, produtores rurais, gestores públicos, líderes municipais e representantes do setor produtivo para discutir temas relacionados ao emprego, à renda, ao desenvolvimento regional e aos desafios contemporâneos da cadeia produtiva do tabaco.
O encontro contará com uma apresentação técnica do toxicologista José Roberto Santin, professor e pesquisador da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia (SBTOX). Com atuação nacional nas áreas de toxicologia, saúde pública e regulação, o especialista vai falar sobre o tema Toxicologia, saúde pública e os desafios contemporâneos da cadeia produtiva do tabaco.
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Em seguida, representantes sindicais, líderes municipais, entidades representativas e integrantes do setor produtivo participarão de painel voltado à discussão sobre emprego, desenvolvimento regional sustentável e perspectivas futuras para essa atividade econômica da Região Sul.
O presidente da Fentitabaco, Rangel Marcon, ressalta que o seminário do Paraná representa a etapa final de um processo que foi construído de maneira participativa ao longo dos últimos meses. “Desde Santa Cruz do Sul e Rio Negro, estamos reunindo contribuições de trabalhadores, especialistas e líderes ligados à cadeia produtiva. O objetivo é consolidar um documento sólido, representativo e conectado com a realidade das regiões produtoras, que seja capaz de qualificar o debate nacional sobre emprego, saúde e desenvolvimento regional”, afirma.
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Para o presidente da Amprotabaco, Gilson Becker, a participação dos municípios produtores é fundamental para que a discussão reflita a realidade econômica e social dos territórios diretamente impactados pela atividade. “Os municípios convivem diariamente com os resultados econômicos, sociais e humanos da cadeia do tabaco. Por isso, é fundamental que suas experiências e demandas estejam presentes neste processo”, observa.
“O documento que será levado à Câmara dos Deputados representa a construção coletiva de quem conhece a realidade do setor e entende a sua importância para centenas de comunidades”, acrescenta Becker.
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O prefeito de Rio Azul e presidente da Associação dos Municípios do Centro-Sul do Paraná (Amcespar), Leandro Jasinski, ressalta a relevância de o município sediar o encerramento da mobilização regional. “É motivo de orgulho. Nossa cidade possui forte ligação com a cadeia produtiva do tabaco, que movimenta a economia e gera empregos”, destaca.
“Este encontro será um importante espaço para discutir desafios, oportunidades e o futuro do setor, fortalecendo uma atividade que tem grande relevância para o desenvolvimento da nossa região.”
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Mais do que um encontro regional, o seminário de Rio Azul representa a etapa final de um processo de construção coletiva iniciado em abril em Santa Cruz do Sul e posteriormente ampliado em Santa Catarina. Ao longo dos três encontros, trabalhadores, especialistas, líderes sindicais, representantes municipais e integrantes da cadeia produtiva foram convidados a apresentar contribuições sobre temas relacionados a emprego, renda, saúde, desenvolvimento regional e perspectivas para o futuro da atividade.
Os apontamentos consolidados nos seminários irão compor um documento institucional que será entregue durante a audiência pública Cadeia produtiva do tabaco: emprego, renda e o futuro da cadeia produtiva no Brasil, marcada para o dia 1º de julho, às 16 horas, na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados.
O material reunirá a visão dos municípios produtores, trabalhadores e entidades da Região Sul, com o objetivo de qualificar o debate nacional e contribuir para a formulação de políticas públicas e estratégias voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva do tabaco.
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