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CADEIA PRODUTIVA

Entidades cobram mudanças na comercialização da safra de tabaco

Atividade realizada durante dois dias evidenciou a preocupação da categoria em relação aos preços e critérios adotados | Foto: Nicolas Borges/Divulgação/GS

Integrantes de entidades representativas dos fumicultores do Sul do Brasil realizaram, entre segunda-feira, 15, e terça-feira, 16, reuniões com empresas do setor no âmbito das Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cades). Os encontros ocorreram de forma individual com cada companhia e tiveram como foco a venda do tabaco na safra atual.

Os dirigentes cobraram ações do empresariado diante das dificuldades enfrentadas pelos agricultores. A representação da categoria constatou que, após alguns anos de transações consideradas adequadas, o cenário de compra tem mudado a cada semana, especialmente em relação aos preços praticados.

Entre os principais pontos levantados esteve a forma de classificação do produto. As entidades questionaram por que, em muitos casos, a aquisição não estaria ocorrendo por classe, conforme a qualidade da folha, mas por média. Para o grupo, essa prática prejudica especialmente os agricultores que efetuam a separação adequada, entregam o material limpo e buscam maior excelência.

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Também foram levadas às companhias reclamações de produtores que desejam comercializar a safra, mas enfrentam falta de cargas disponíveis. Além disso, a comissão cobrou o cumprimento dos contratos e das estimativas de produção, incluindo a margem prevista no sistema integrado.

Como resposta, as empresas apresentaram alguns argumentos para a conjuntura recente. Entre eles, destacaram a perspectiva de mais um ano de grande volume, o cultivo por agricultores fora do sistema integrado, o aumento da produção em áreas do Zimbábue e na região da Oceania, além da desvalorização do dólar, que reduziria a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional. Apesar das justificativas, todas as marcas garantiram à representação que irão adquirir todo o volume contratado com seus integrados.

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As entidades também cobraram que eventuais melhorias nas tabelas ocorram ainda durante o período de compras, e não apenas no encerramento das atividades. Lembraram que, no ciclo passado, a valorização mais significativa aconteceu somente no final, o que beneficiou um número reduzido de famílias.

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Cumprimento do calendário preocupa produtores

Os participantes do encontro também discutiram o cumprimento do calendário de cultivo, uma demanda acordada entre as fumageiras e os representantes dos trabalhadores. As entidades defenderam que esse planejamento precisa ser respeitado para evitar desequilíbrios na oferta e dificuldades futuras no mercado.

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Algumas empresas adiantaram que o valor do pacote de insumos para o próximo ciclo deverá ser menor do que o praticado no atual. Para as federações, no entanto, a prioridade continua sendo a valorização do que foi produzido neste ano, especialmente pelos agricultores que cumprem o sistema integrado, investem em qualidade e fazem a separação adequada das folhas.

A comissão dos produtores é formada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e pelas Federações da Agricultura (Farsul, Faesc e Faep) e dos Trabalhadores Rurais (Fetag, Fetaesc e Fetaep) do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

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