Santa Cruz do Sul

Projeto que exige Estudo de Impacto de Vizinhança deve ser retirado da Câmara para novos ajustes

O projeto que cria as regras do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) em Santa Cruz do Sul deverá passar por novas alterações antes de voltar à análise da Câmara de Vereadores. A informação foi confirmada pelo vereador Edson Azeredo (PL), durante entrevista à Rádio Gazeta FM 107,9.

Segundo ele, após uma audiência pública e uma reunião técnica com representantes do Ministério Público, entidades e do setor da construção civil, foi construído um consenso sobre a necessidade de aprimorar o texto encaminhado pelo Executivo. “Chegou-se a um consenso de que o Executivo tem que retirar a matéria da pauta, fazer novamente um novo texto, com algumas flexibilizações e algumas alterações, inclusive para melhorar o texto”, afirmou.

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Objetivo é equilibrar crescimento e qualidade de vida

Conforme Azeredo, o Estudo de Impacto de Vizinhança tem como finalidade avaliar os efeitos que novos empreendimentos podem causar na região onde serão implantados, evitando problemas relacionados ao trânsito, à infraestrutura e aos serviços públicos. “Santa Cruz começa a se preocupar com o impacto da sua expansão. Não é tudo pode e também nada dá. É o meio termo, é fazer o estudo do que realmente vai impactar esse trabalho na vida das pessoas”, explicou.

O vereador lembrou que a proposta vem sendo debatida há cerca de dois anos e já passou por diferentes versões.

Falta de prazos gera insegurança

Entre os pontos que precisam de ajustes, Azeredo destacou a ausência de prazos para análise dos estudos apresentados pelos empreendedores.

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Segundo ele, o texto também não esclarece em que momento as exigências do Estudo de Impacto de Vizinhança deverão ser cumpridas, o que pode gerar insegurança jurídica. “Ali não se trata muito de prazo. Ficou uma insegurança muito grande. Também não dizia qual o momento que o impacto de vizinhança ia ser cobrado, se era no início da obra, no meio ou a qualquer tempo. Então ele traz uma dúvida muito grande para quem está investindo”, ressaltou.

Exigências foram consideradas excessivas

Outro ponto criticado pelo vereador diz respeito ao alcance das exigências previstas na proposta. Segundo Azeredo, o texto atribuía ao empreendedor responsabilidades que, na avaliação dele, cabem ao poder público. “A lei dizia que eu tinha que saber qual era a tubulação de água e a questão da energia elétrica. Isso não é um problema do empreendedor, isso é um problema do município. É ele que tem que saber disso”, argumentou.

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Ele também citou situações em que um empreendimento precisaria avaliar impactos em bairros distantes da área onde seria construído, o que classificou como desproporcional.

Câmara busca construir texto de consenso

De acordo com Edson Azeredo, a audiência pública realizada na Câmara reuniu representantes do Ministério Público, da Prefeitura, empresários, entidades e moradores interessados no tema. Após receber sugestões da comunidade, um novo encontro foi promovido para consolidar as mudanças consideradas necessárias.

Agora, a expectativa é que o Executivo retire oficialmente o projeto, faça os ajustes acordados e encaminhe uma nova versão ao Legislativo. “O melhor de tudo foi trazer sugestão também, porque na Promotoria chegam muitos problemas que a gente não fica sabendo. É uma forma de trocar ideias”, destacou.

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Prefeitura poderá encaminhar projetos específicos

Entre as sugestões defendidas pelo vereador está a inclusão de um mecanismo que permita ao prefeito encaminhar projetos específicos à Câmara em situações consideradas excepcionais.

Como exemplo, Azeredo citou grandes empreendimentos habitacionais ou investimentos públicos que possam exigir tratamento diferenciado. “Toda vez que o Executivo tiver uma obra excepcional, que se trate de forma excepcional, que o prefeito possa trazer para a Câmara uma lei tratando daquele assunto”, defendeu.

Segundo ele, a intenção é garantir regras claras para o crescimento urbano sem criar obstáculos desnecessários a novos investimentos, preservando o planejamento da cidade e a qualidade de vida da população.

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Ronaldo

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