Vale do Rio Pardo 13/05/2020 12h38 Atualizado às 19h38

Rede municipal da região inicia aulas a distância

Professores distribuem as atividades aos alunos por e-mail ou aplicativo WhatsApp

As escolas da rede municipal da região estão habilitadas a oferecer aulas a distância aos alunos desde a última semana. Após definir protocolos jurídicos e de execução das atividades, as prefeituras que integram a Associação dos Municípios do Vale do Rio Pardo (Amvarp) determinaram o início dos trabalhos, de forma gradativa. A coordenadora da regional de secretários de Educação da Amvarp, Liziane Madsen Etges, informou que algumas prefeituras começaram já no dia 4 e outras no dia 5, e assim segue conforme cada município da região.

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Liziane explicou que as aulas vêm ocorrendo a partir da distribuição das atividades pelos professores aos alunos por e-mail ou aplicativo WhatsApp. “Assim, combinamos entre as secretarias de Educação de cada município sobre a forma como iríamos trabalhar neste momento. Os professores ficam à disposição dos alunos e das famílias para tirar dúvidas quando necessitarem”, disse a coordenadora, que também é responsável pela pasta da Educação em Passo do Sobrado e representa a Amvarp na União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

A coordenadora da regional explicou ainda que os municípios do Vale do Rio Pardo aguardam novas determinações do governo estadual. “Neste momento, seguimos esperando a reabertura das salas de aulas para poder fazer um trabalho presencial”, destacou Liziane.

Conforme Liziane Etges, as ações vêm ocorrendo de forma gradativa, desde a semana passada

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Reinventar-se para bem ensinar e aprender

Passo do Sobrado foi um dos primeiros municípios da região que iniciou as atividades a distância, no dia 4, tão logo foi oficializado o sistema pela Amvarp. Professora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Francisco Antônio de Borba Filho, Cassiane da Silva Schmidt precisou se reinventar para aplicar as atividades aos estudantes. O desafio se tornou maior ainda por lecionar para alunos do 1º ano.

“Está sendo bem desafiador fazer esse tipo de trabalho a distância, principalmente com uma turma que precisa de um contato diário, justamente por estar na fase de aprendizagem”, comentou Cassiane. Segundo ela, foram montadas as atividades e estabelecidos objetivos diários para os estudantes, tendo em vista as condições das famílias auxiliarem.

As atividades foram impressas e os pais buscaram o material na escola. Além disso, a professora iniciou uma metodologia através de vídeos, com o objetivo de criar um canal direto de comunicação com os alunos e pais.

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 “Minha grande preocupação no início era saber como as famílias iriam proceder na orientação com as crianças, aí pensei em fazer vídeos e disponibilizá-los em um canal no YouTube. Além da explicação impressa no material que entregamos, nos vídeos eu explico as atividades de uma forma mais didática, para que eles possam entender e interagir de uma forma mais efetiva”, explicou a professora.

“Vem sendo bem satisfatório ver as famílias envolvidas. O resultado é bem positivo, mas claro que não é como estar na sala de aula”, ressaltou Cassiane. Para Cirlene Lúcia Eidt, mãe de Heloísa Eidt, de 9 anos, que estuda na Emef José de Anchieta, em Passo do Sobrado, o desafio é manter os estudantes atentos fora da sala de aula. “Estamos passando por um momento delicado, que não é nada fácil. Temos que ter muita paciência e insistência para fazer com que eles prestem atenção e façam as atividades”, comentou a mãe.

Já a aluna do 9º ano da Emef José de Anchieta, Gabrielly Luísa Preuss Goldschmidt, vê o novo formato de aprendizado como uma oportunidade. “Está sendo uma experiência bem diferente receber as aulas online. Para mim, são bem produtivas, pois essas atividades requerem uma atenção maior da nossa parte.” Para ela, no entanto, nada substitui o aprendizado na sala de aula. “Claro que presencial é melhor, pois temos a interação e a convivência, tanto com os colegas, quanto com os professores. Espero que logo isso passe e que possamos voltar a nossa rotina normal”, finalizou a estudante.

Com canal no YouTube, professora Cassiane da Silva Schmidt precisou se reinventar para aplicar as atividades aos estudantes

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