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Direto da redação

E enquanto isso…

Por esses dias coordenei um evento, o Santa Poesia!, a pedido do Duka e da Simone, do Teatro Espaço Camarim, e graças aos bons deuses da literatura deu tudo muito certo: tinha até público! E em dois momentos diferentes. Um, inclusive, em uma segunda-feira! No fim de semana que passou, fiquei sabendo que é bem provável que o Santa Poesia! tenha uma continuidade e retorne com tudo ao palco do Camarim em 2017, pois já tem até uma empresa interessada em associar o seu nome ao meu saralk show. “Que demais!”, exclamei, num verso só.

Depois, o professor Edison Botelho, que também é poeta (e dos bons!), me pediu para fazer parte da comissão julgadora de um concurso de poesia promovido pela Unisc e eu pensei: “Vai ser moleza!” Lêdo (Ivo) engano! Muita gente se inscreveu – e muita gente fazendo uma poesia de boa qualidade ­– dificultando a tarefa de escolher o melhor em um universo de “melhores”. Mas o fizemos, com o máximo de dedicação, eu e meus colegas do júri, cujos nomes não vou divulgar aqui para preservar a integridade física – vá que alguém se sinta injustiçado, hehe.

Aí, em seguida, o pessoal do coletivo Poesia! Santa Cruz do Sul, que anda a dois mil por hora, me pediu para mandar uns poeminhas para uma coletânea que eles vão publicar por estes dias com trabalhos de vinte e tantos autores locais – e até de fora –, num livro que, pode apostar: vai dar muito o que falar. As cabecinhas da galera estão cheias de ideias literárias, de novas invasões poéticas, saraus, varais, um jornal próprio, uma banca no Brique da Praça, um encontro com as outras artes, enfim. Fica atento aí que tem algumas ações do coletivo em andamento, e que vão estar bem perto de você. No toque do improviso, fiz um textinho para uma das orelhas do livro e comecei citando Ferreira Gullar. Isso foi no sábado. Gullar faleceu no domingo. Levei um baita susto e fiquei bem triste. Mas meu texto vai estar lá, enfim, registrado para todo o sempre.

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No meio disso tudo, o Max Montiel Severo, ex-colega aqui da casa e que também é poeta (e dos bons!), me mandou os originais do novo livro dele, o Pão, saindo do forno também por estes dias, para eu escrever uma apresentação e tal. O texto eu estou fazendo. Talvez não fique tão bom quanto o livro, que é ótimo, mas enquanto eu vou passando a manteiga, fico aqui matutando coisas do tipo: “Rapaz, não é que a poesia é um gênero que dá certo em Santa Cruz, como se não só pão fosse, mas também a nata, o queijo, o salamito, a schmier e um vinhozinho esperto que é para o neguinho não se engasgar”.

Perdão se me ufano, mas em meio a tanta notícia ruim, creio que as informações aqui contidas – com exceção, claro, da morte do Gullar – podem dar uma certa leveza ao seu dia que agora se inicia. E aos próximos dias, também. Pega um lápis, o papel do pão, anota lá tuas emoções e vais ver que é possível, sim, sentir-se um pouco mais leve. Poesia, para mim, é, no final das contas, tudo o que realmente importa. 

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