Segurança alimentar 03/12/2019 09h38 Atualizado às 12h58

Força-tarefa fiscaliza supermercado em Santa Cruz

Ação dá continuidade à atividade que recolheu alimentos nessa segunda-feira

No segundo dia de operação, a Força-tarefa de Segurança Alimentar em Santa Cruz do Sul fiscalizou na manhã desta terça-feira, 3, outro estabelecimento comercial para verificar os alimentos que são vendidos para a população. Nesta terça, a equipe atuou no Comercial Zaffari, na Avenida do Imigrante e apreendeu cerca de 200 quilos de alimentos.

A iniciativa teve a participação da Secretaria Estadual da Agricultura, da Vigilância Sanitária Estadual, da Vigilância Sanitária Municipal, do Procon e das secretarias da Agricultura de Santa Cruz e do Estado.

A intenção é evitar irregularidades sanitárias, além de verificar a qualidade dos produtos e se eles são comercializados de maneira correta. A análise inclui itens de origem animal e pães, assim como o prazo de validade, o acondicionamento, as câmaras frias com temperatura correta, as condições de higiene e a procedência das carnes.

Conforme a coordenadora da Vigilância Sanitária, Lizete Plotski, cada órgão que participa da iniciativa tem um papel a cumprir, em várias etapas de inspeção. “É uma segurança que a gente dá para a população de Santa Cruz”, comentou, em entrevista à Rádio Gazeta. Segundo Lizete, a expectativa é de que outros estabelecimentos já iniciem as adequações a partir das primeiras atividades.

Nesta manhã, foi apreendida uma grande quantidade de alimentos, como sanduíches, queijos, iogurtes e outros. “Os produtos apreendidos estão impróprios para consumo, seja pela validade ou por estar fora da temperatura adequada”, explicou Lizete.

Dentre os órgãos que participam da fiscalização, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), atua para garantir que não haja violação dos direitos dos consumidores, como ressalta o coordenador, Marcelo Estula. “O Procon, como parte desta força-tarefa, age para verificar se há alguma violação dos diretos dos consumidores neste estabelecimento, fazendo alguns apontamentos e orientando”, disse, também à Rádio Gazeta.

Já o promotor Érico Fernando Barin, da Promotoria de Defesa Comunitária, salienta que a comunidade pode ajudar na força tarefa com ações simples. “É importante que a pessoa confronte se o que está colocado no rótulo do produto está de acordo com o que aponta o freezer. Por exemplo, hoje apreendemos alimentos que precisavam estar em uma temperatura inferior a – 12 graus e estavam em – 1 e até em temperatura positiva. Até temos uma tolerância para quando varia pouco, e passamos uma orientação para que não se repita”, disse.

Outro fator é conferir o prazo de validade exposto no rótulo. “Se está vencido, o próprio consumidor deve exigir que o produto seja retirado, na hora, da prateleira”, ressaltou. Ele lembra também que é importante comprar alimentos que tenham uma identificação de origem, um controle de como foram feitos.”

A reportagem do Portal Gaz entrou em contato com o Comercial Zaffari, mas ainda não obteve retorno.

Nesta segunda-feira, foram apreendidos alimentos impróprios para consumo na Casa Colonial Tiradentes, na Rua Tiradentes, no Centro de Santa Cruz.

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Segunda ação da semana

A ação desta terça-feira é a segunda da semana. A primeira atividade da Força-Tarefa Municipal de Segurança Alimentar, que ocorreu nessa segunda-feira, resultou na apreensão de 660 quilos de alimentos impróprios para o consumo em um único estabelecimento. A vistoria ocorreu na Casa Colonial Tiradentes, na Rua Tiradentes, no Centro de Santa Cruz.

De acordo com o promotor de Defesa Comunitária Érico Barin, no local foram recolhidos alimentos com falta de identificação de procedência, como manteigas, queijos e embutidos; alimentos que estavam mal acondicionados ou necessitavam refrigeração específica e casos de reaproveitamento de embalagens também foram verificados.

Os produtos apreendidos foram descartados. Segundo o promotor, a vigilância sanitária pediu ajustes imediatos ao estabelecimento da Rua Tiradentes, que devem ser feitos até esta quarta-feira. O Ministério Público vai gerar um inquérito civil sobre o caso e a administração do local será convidada a assinar um termo de ajustamento de conduta para se comprometer com as adequações, além de ter que pagar multa.

As fiscalizações devem ser rotineiras a partir de agora, com ênfase em locais apontados pelas investigações e por reclamações de consumidores. Procurados pela reportagem da Rádio Gazeta, os proprietários do estabelecimento alvo da operação da manhã dessa segunda não quiseram se manifestar.