CASO KOLBE 25/06/2020 16h37 Atualizado às 19h33

Advogado questiona conclusão de legítima defesa: 'Disparo foi pelas costas'

Inquérito indicou que policial que matou jovem em Candelária, em 2019, agiu em legítima defesa. Defensor da família afirma que há provas do contrário

O advogado da família de Carlos José Kolbe, morto em Candelária em novembro de 2019, convocou uma coletiva de imprensa para esta quinta-feira, 25, para se posicionar sobre a conclusão do inquérito sobre o caso, divulgada na quarta. A Polícia Civil concluiu que o policial que baleou Kolbe, durante uma briga, agiu em legítima defesa. O defensor, Cleber Prado, afirma não aceitar este desfecho.

Segundo Prado, a tese de legítima defesa não é compatível com algumas provas coletadas no inquérito. “Dentre elas é possível citar a prova técnica do auto de necropsia feito pelos legistas, onde há a conclusão certa de que a arma de fogo atingiu a região lombar esquerda do rapaz, ou seja, o disparo foi pelas costas, sim”, explicou. Segundo o advogado, essa prova técnica é evidente, mas não foi relevante na visão da Polícia Civil.

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Kolbe tinha 27 anos quando foi morto | Foto: Reprodução


Prado disse que teve acesso a alguns dos depoimentos que corroboram com a tese de que o tiro teria atingido Carlos José Kolbe pelas costas. “Algumas testemunhas relataram que a vítima estava de costas para o policial no momento em que houve o disparo e isso está no inquérito. Por essa razão, existe essa incompatibilidade entre a conclusão final das investigações pela Polícia Civil e as provas que foram coletadas.”

Segundo o advogado Cleber Prado, o próximo passo agora é o encaminhamento dos autos do inquérito para o Ministério Público. “Vamos aguardar o posicionamento do promotor de justiça a respeito do caso”, disse.

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