CRIME 23/03/2021 09h54 Atualizado às 10h51

Poderio bélico de atiradores surpreende polícia em morte no Bom Jesus

Assassinos de Deangellis dos Santos Zinn disparam dezenas de tiros de pistola com seletor de rajada. 2ª Delegacia de Polícia investiga o caso

A Polícia Civil já trabalha na investigação que busca esclarecer a morte de Deangellis dos Santos Zinn, ocorrida no domingo, 21, nas imediações do campo de futebol do Bairro Bom Jesus, em Santa Cruz do Sul. O jovem de 23 anos levou dezenas de tiros. Ao todo, 56 estojos de munição deflagrados, todos de calibre 9 milímetros, foram recolhidos pela Brigada Militar no local.

Para isolar a área até a chegada da perícia, os PMs tiveram que afastar as muitas pessoas que juntavam-se na cena do crime, na Rua Marcílio Dias. Moradores das redondezas relataram que ouviram uma grande quantidade de disparos em curto período, o que indica a probabilidade de que os assassinos tenham utilizado uma pistola com seletor de rajada. “Chama a atenção o número de disparos efetuados e, por consequência, o poderio bélico dos infratores”, comentou o delegado responsável pelo caso, Alessander Zucuni Garcia.


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O crime aconteceu por volta das 19 horas. Deangellis dos Santos Zinn, mais conhecido pelo apelido Dê, e um amigo, de 19 anos, estavam no entorno do campo quando um veículo se aproximou. Ocupantes desse automóvel teriam efetuado os disparos. Deangellis morreu na hora.

O amigo, também alvejado, sobreviveu e foi encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Santa Cruz (HSC). Ele recebeu alta na manhã dessa segunda-feira, 22.

O titular da 2ª Delegacia de Polícia (2ª DP) diz que pretende tomar seu depoimento nesta semana. Boatos sobre um possível confronto entre a vítima e indivíduos armados no sábado, e até sobre um menor de idade ter sido atingido de raspão durante a ocorrência de domingo não são confirmados pela Polícia Civil.

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O delegado Alessander comentou que informações obtidas pela Polícia Civil indicam que quatro ou até cinco pessoas chegaram atirando nas proximidades do campo, mas evitou revelar detalhes para não prejudicar o avanço das investigações. “Nesse momento, nenhuma linha de investigação está descartada”, complementou Garcia. Santa-cruzense, morador do Bairro Bom Jesus, Deangellis dos Santos Zinn tinha passagens na polícia por tráfico de drogas, lesão corporal, ameaça e receptação.

O velório ocorreu nessa segunda, às 13h30, na capela da Funerária Martin, anexa ao Cemitério Ecumênico da Paz Eterna, no Bairro Santo Antônio. O sepultamento aconteceu às 18 horas, no mesmo local. Deangellis deixou enlutados os pais Rosalina Teresinha dos Santos e Edson Fabiano Zinn, e o irmão Lucas dos Santos Zinn.

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