POLÍTICA 18/11/2020 21h00

‘Governo está disposto a transição pacífica’, diz secretário de Comunicação

Prefeito Telmo Kirst ainda não se pronunciou sobre a vitória de Helena Hermany e irá nomear uma comissão para acompanhar o processo de mudança de governo

Apesar do silêncio do prefeito Telmo Kirst (PSD) sobre a vitória de Helena até agora, o presidente do PSD e secretário municipal de Comunicação, Régis de Oliveira Júnior, disse nessa terça-feira, 17, que o governo “está disposto a fazer uma transição tranquila e pacífica e que respeite os interesses da população” e que Telmo irá nomear uma comissão para acompanhar o processo.

Embora ocupem os cargos de prefeito e vice-prefeita, Telmo e Helena estão rompidos e sem se falar há mais de um ano e meio. Segundo Régis, Telmo deve se pronunciar sobre o resultado da eleição, mas não disse quando.


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Em entrevista à Gazeta do Sul nessa terça, Régis também avaliou o fraco desempenho da candidata do PSD, Jaqueline Marques, que, apesar do apoio de Telmo, recebeu apenas 6,52% dos votos. Para ele, pesaram fatores como o pouco tempo de campanha e as limitações impostas pela pandemia. Ele também acredita que Helena absorveu a aprovação do governo. “A Helena foi eleita vice-prefeita duas vezes. Então, naturalmente o pensamento das pessoas foi de que ela seria a continuidade do trabalho.”

O secretário negou que a escolha da composição da chapa tenha sido um erro e afirmou que Jaqueline e o vice Ido Dupont “foram muito corajosos”. “Sabíamos que seria uma campanha muito difícil”, ressaltou.

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Régis pode deixar a política

Régis Júnior comentou o fato de ter sido vetado pela coligação governista para concorrer a prefeito e a atitude de alguns aliados que, na prática, apoiaram outras candidaturas na campanha. “As pessoas demoraram muito tempo para dizer que não queriam esse projeto. Eles já tinham a intenção de trair o grupo, tanto é que houve um partido que deixou a coligação no meio da campanha”, afirmou, em referência ao Republicanos, que desembarcou da frente da situação menos de dez dias antes da votação.

Questionado sobre seu futuro a menos de um mês e meio da troca de governo, cogitou a possibilidade de deixar a vida pública. “Essa eleição foi traumática, e isso provoca o sentimento de que não dá para confiar em ninguém. Talvez o meu futuro não esteja na política. Sou jornalista e posso tentar me recolocar no mercado. Mas ainda não penso nisso”, alegou.

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