Em recuperação 29/06/2020 13h52 Atualizado às 15h09

Após queda, dom Sinésio segue rotina tranquila

Bispo emérito passou por procedimentos médicos e já retornou à Casa Amparo Fraterno, em Linha Santa Cruz

Nos últimos dias, uma corrente de orações uniu a comunidade católica de Santa Cruz do Sul e região para pedir pela saúde do bispo emérito dom Sinésio Bohn. O religioso, de 85 anos, havia caído e quebrado a bacia ao levantar-se da cama por volta das 4h15 do dia 17 de junho, na Casa Amparo Fraterno, em Linha Santa Cruz, onde ele mora. Ele foi socorrido de forma imediata pela cuidadora que dorme no quarto anexo. Desde então, passou por diversos procedimentos médicos.

A cuidadora avisou o bispado e chamou o Samu, que, cerca de 20 minutos depois, já estava atendendo o religioso e levando-o, na sequência, ao Hospital Santa Cruz. Às 17 horas do dia 19 de junho, dom Sinésio passou por uma cirurgia na qual colocou uma prótese. Ficou internado até a tarde da última terça-feira, 23, quando retornou à Casa de Amparo Fraterno. Passados alguns dias em recuperação, ainda bastante fragilizado, o religioso conversou na tarde desse sábado, 27, com a Gazeta do Sul e contou um pouco da sua rotina, antes e depois do acidente.

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“Venho passando a maior parte do tempo deitado. Eventualmente, sento um pouco em uma poltrona”, disse dom Sinésio. Por causa da pandemia do novo coronavírus, as visitas estão restritas. Dentre as pessoas que têm acesso ao religioso, estão o bispo dom Aloísio Dilli e os padres Zeno Rech e Rogério Kunrath. Além disso, a casa ainda possui os funcionários e moradores, que são os padres Dario Backes, Francisco Hochscheidt, Alfredo Lenz e Loreno Konzen. Ele afirmou não deixar o recinto em que está, mas nem por isso deixa de se ocupar.

“Rezo muito. De vez em quando jogo canastra com o cuidador, assisto missa na TV, escuto rádio e, algumas vezes, acompanho as notícias na televisão. Estou me resguardando”, salientou. Dom Sinésio reza três terços por dia: um pelos padres da diocese e bispo dom Aloísio, outro pelo povo das dioceses onde trabalhou como bispo (Brasília, Novo Hamburgo e Santa Cruz do Sul) e outro em intenções variadas.

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Dom Sinésio recebeu dom Aloísio Dilli e o padre Clécio Henckes no aniversário de 2019

Um pedido de proteção para a comunidade

Dom Sinésio Bohn foi ordenado padre em dezembro de 1961 e bispo no dia 9 de setembro de 1977. Está em Santa Cruz do Sul desde 1986. No mesmo ano, foi nomeado como sucessor do bispo dom Alberto Frederico Etges, assumindo como segundo bispo em 31 de agosto de 1986. Em 19 de maio de 2010, o papa Bento 16 aceitou sua renúncia por limite de idade (75 anos).

Dentre os incidentes pelos quais passou no últimos anos, está uma cirurgia realizada em 2018 no Hospital da PUC-RS, em Porto Alegre, para retirada de um tumor no pâncreas. Na ocasião, o órgão precisou ser, em parte, removido. Atualmente, segue uma sequência de cuidados, que vão desde tomar remédios até um tratamento com fisioterapeuta. Não possui restrição alimentar. Antes do acidente no dia 17 de junho, afirmou que tinha uma rotina muita parecida com a de agora.

“Acrescenta-se que eu rezava missas três vezes por semana no Mosteiro da Santíssima Trindade e, aos sábados de tarde, na Casa Amparo Fraterno.” Caminhar pelo pátio da casa também fazia parte da sua rotina antes da queda. De vez em quando, com o auxílio do cuidador, também ia até o Seminário. Além disso, mantinha uma sequência de leitura e, eventualmente, escrevia alguma cartinha.

“Estou afastado das lidas pastorais e bastante fragilizado, mas ainda penso e rezo bastante para o nosso povo, para que todos sejam abençoados e protegidos por Deus. Também rezo para que a nossa Diocese tenha o apoio da nossa comunidade e possa cumprir sua missão de evangelizar e testemunhar a caridade. Que Deus proteja a todos”, salientou o bispo emérito dom Sinésio Bohn, que completa 86 anos no próximo dia 11 de setembro.

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