CUSTO DE VIDA 26/08/2020 15h21

A partir de outubro, água fica mais cara em Santa Cruz do Sul

Reajuste anual autorizado pela Agerst elevará preço em 4,41%. Novo valor já entra nas contas de novembro

A partir de 1º de outubro, o preço da água fornecida pela Companhia Rio-grandense de Saneamento (Corsan) ficará 4,41% mais alto em Santa Cruz do Sul. O reajuste anual, prorrogado em virtude da pandemia do novo coronavírus, é considerado pela estatal o mais baixo do Estado. Setembro será o último mês de proibição do corte de água no Rio Grande do Sul.

O superintendente regional da Corsan, José Ceolin Epstein, explica que as faturas serão reajustadas a partir de outubro. No entanto, esse aumento não será proporcional aos meses em que os valores ficaram congelados. Ocorre que a data-base para o reajuste era o mês de julho passado. “Mas, por conta da pandemia, o aumento foi adiado em três meses. Diferente de outras regiões do Estado, o reajuste não irá considerar o tempo retroativo”, destacou Epstein.

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Porém, a conta da Corsan ficou 1,48% maior do que previa a correção de valor, por causa do repasse referente aos meses de julho, agosto e setembro. Como o preço ficou congelado nesse período, o reajuste da água, autorizado pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Rio Grande do Sul (Agergs), é de 5,93%.

Em Santa Cruz, o aumento também já foi autorizado pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados (Agerst) e deve entrar em vigor no dia 1º de outubro. “Mais uma vez, o percentual de aumento da água em Santa Cruz é o mais baixo do Estado. Isso ocorre porque no município existe, desde 2014, um fundo de gestão compartilhada entre a Prefeitura e a companhia”, acrescentou o superintendente regional.


Esgoto

A exigência da ligação de residências à rede coletora de esgoto, nos bairros onde já é possível drenar os dejetos, foi retomada pela Corsan. As vistorias – que haviam sido paralisadas por causa da pandemia – foram retomadas em ritmo lento, agora reduzidas a um terço do normal. Técnicos da estatal realizam de três a quatro visitas por dia. “Assim como outras empresas que tiveram redução em seus quadros, nós também encolhemos a equipe. Além disso, existe também um certo medo da população em receber a visita de estranhos neste período.”

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A nova meta é concluir 2,8 mil instalações até o fim do ano. “É importante destacar que aqueles usuários que foram vistoriados e não providenciaram a ligação à rede coletora já estão pagando a multa prevista na regra”, alerta Epstein. A ideia era estender a cobrança para cinco bairros de Santa Cruz em 2020. Porém, a pandemia travou a operação. Na primeira fase, 3.462 economias devem ser conectadas à rede.

As residências que forem ligadas à rede de esgoto, após a vistoria da Corsan, passam a pagar 70% a mais sobre o valor do consumo de água, a título de coleta e tratamento de esgoto. Já quem não fizer a ligação 120 dias após a notificação da empresa leva multa estipulada no dobro do valor pago por quem está ligado à rede coletora. De acordo com estimativas, em uma residência que consome R$ 100,00 de água e não está ligada à rede, o custo final da fatura pode chegar a R$ 240,00.

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Setembro é o último mês com cortes de abastecimento suspensos devido à pandemia

Uma das medidas editadas pelo governador Eduardo Leite (PSDB) para enfrentar as dificuldades financeiras das famílias na pandemia foi a proibição do corte de água, mesmo com fatura em atraso. A medida, que está em vigor desde abril, foi prorrogada até 30 de setembro próximo.

No entanto, a proibição de corte não desobriga os usuários a pagar a fatura. “A única isenção é para quem tem a tarifa social. Os demais precisam manter a regularidade dos pagamentos sempre que possível”, recomendou o superintendente da Corsan.

Quem fica com a conta em aberto pode ter o nome inscrito nos serviços de proteção ao crédito, com o registro de restrição no CPF do titular da conta. “A Corsan tem vários canais de negociação, por meio de telefone, para facilitar a situação de quem está em débito.”

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