Rádios ao vivo

Leia a Gazeta Digital

Publicidade

RELIGIÃO

Kimbandeiros fazem evento contra atos de intolerância em Santa Cruz

Foto: Márcio Souza

Ao centro da roda formada por representantes de diferentes casas religiosas, Pai Liban inicia o ritual de começo da festa

A força e a importância do tambor pautaram o 4º Encontro dos Kimbandeiros contra a Intolerância Religiosa de Santa Cruz do Sul. Com o tema O Som do Tambor, os santa-cruzenses receberam fiéis da religião de matriz africana vindos de 27 municípios gaúchos. Eram representantes de lugares próximos, como Venâncio Aires e Rio Pardo, e também de mais distantes, como Bagé, Santana do Livramento e Uruguaiana.

“O tambor tem sido alvo de intolerância, utilizado como argumento para nos atacar por causa do barulho. Já tivemos casos de pagamento de multa e de apreensão de equipamentos”, conta um dos organizadores, Pai Leandro Liban de Ogum. Ele explica, no entanto, que não se trata apenas de um instrumento musical. É uma ferramenta do ritual, que serve para trazer as entidades à terra. “Faz parte da ritualística”, reforça.

LEIA TAMBÉM: Parque da Gruta passa por melhorias e deve ganhar novas atrações, afirma secretária de Turismo

Publicidade

Pai Liban aponta que exus e pombagiras costumam ser atacadas, mas eles são, respectivamente, seres de cura e que trazem a força feminina. Acrescenta que realizar esse evento assim, em um espaço público, é uma forma de desmistificar essas crenças equivocadas sobre a religião e ajudar a purificar a cidade.

Durante o encontro foram feitas homenagens a 30 padrinhos, que são pessoas vinculadas à religião e com presença na sociedade, como vereadores e integrantes de entidades públicas e privadas. Em diferentes momentos foi ressaltado o fato de que houve alguma evolução no combate à intolerância, porque em outras épocas não seria possível realizar um evento desses fora dos templos. “Esse é um evento afirmativo, que marca a presença e a participação”, resume um dos organizadores, Moa Fanfa, que anunciou os homenageados.

Pai Paulinho

O encontro homenageou Pai Paulinho Xoroquê com o troféu Santas Almas. Um dos mais renomados religiosos gaúchos, ele teve morte trágica em 2025. Sua irmã, Letícia Rosa, recebeu o troféu e destacou a honra da família de sangue e de religião em acompanhar a distinção. “Mostra a importância da religiosidade e que o seu legado continua”, afirmou. Após o destaque a Pai Paulinho, os tambores começaram a tocar e foi formada a curimba, que é quando chegam exus e pombagiras.

Publicidade

Letícia (microfone) recebeu a homenagem pelo seu irmão, Pai Paulinho | Foto: Marcio Souza

LEIA AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO PORTAL GAZ

QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!

Publicidade

Aviso de cookies

Nós utilizamos cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar sua experiência em nossos serviços, personalizar publicidade e recomendar conteúdos de seu interesse. Para saber mais, consulte a nossa Política de Privacidade.