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CINEMA

Fenômeno cultural, “Pecadores” segue no embalo da lista do Oscar

Michael B. Jordan (esq.) e Miles Canton (dir.) precisam sobreviver a um ataque de vampiros

Lançado em abril de 2025, Pecadores transformou-se em um fenômeno cultural. O boca a boca fomentado pela crítica e público fez com que o longa-metragem entrasse para a lista dos filmes de horror com maior bilheteria da história. 

Sua trajetória, no entanto, não parou por aí: a obra já acumula 222 prêmios e 472 indicações. E fez história ao ser indicado para o Oscar em 16 categorias, um recorde para a Academia, superando obras como Titanic e La La Land, ambas com 14 nomeações.

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Diante de tamanho sucesso, Pecadores está de volta ao Cine Santa Cruz, legendado, às 21h30. E acredite: apesar de estar disponível nas plataformas de streaming, é um filme que nasceu para ser visto no cinema.
Ambientado no Delta do Mississipi na década de 1930, no auge da segregação racial norte-americana. acompanhamos a história dos irmãos gêmeos Fumaça e Fuligem (ambos interpretados por Michael B. Jordan).

Retornando de Chicago após roubar dinheiro dos gângsteres de Al Capone, a dupla quer abrir um juke joint, um bar clandestino para os negros. Eles adquirem um antigo moinho na propriedade de um (suposto) ex-integrante da Klu Klux Klan para transformar no seu paraíso exclusivo. E chamam seu primo e aspirante a bluesman Sammie (Miles Canton) para tocar, contrariando o pai, o pastor Jedidiah. 

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A noite de abertura, contudo, transforma-se em um verdadeiro inferno com a chegada de Remmick (Jack O’Connell) e seu bando. Trata-se de um grupo de vampiros que quer a todo custo entrar no bar, atraídos pela música de Sammie. Assim, os frequentadores do bar precisam lutar para sobreviver e evitar se juntar ao culto de Remmick.

Mas afinal, o que explica o sucesso de Pecadores? Como uma obra de terror com vampiros atingiu tamanho prestígio? A resposta está nos talentos por trás do filme. A começar pelo seu criador, Ryan Coogler. O roteirista e diretor da história vem de uma trajetória de plena ascensão em Hollywood, iniciada no drama Fruitvale Station, em 2013. Foi responsável por Creed – Nascido para Lutar, derivado de Rocky – Um Lutador que reviveu a franquia e tornou-se um sucesso. Viria ainda a assumir a franquia Pantera Negra para a Marvel, sendo considerado um dos melhores filmes da Casa das Ideias.

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Coogler é hábil ao conduzir a trama e o desenvolvimento dos personagens, não só pelo texto, mas pela maneira como filma e edita cada cena. Há uma assinatura muito representativa em suas obras, mas que em Pecadores está mais explícita, sendo sem dúvida o pico (até o momento) da sua carreira. 

E o diretor conta com um elenco fenomenal. Especialmente seu companheiro em toda a sua cinematografia, Michael B. Jordan. O ator prova que é um dos maiores talentos da atualidade e simplesmente desaparece no personagem, a ponto de o espectador esquecer em certo momentos que se trata de uma pessoa interpretando dois personagens, que possuem visual e personalidades completamente diferentes.

Há ainda Remmick, o antagonista. Jack O’Connell tem demonstrado uma habilidade para viver líderes de cultos, tanto em Pecadores quanto nos dois últimos filmes da franquia Extermínio, Evolução e Templo de Ossos, nos quais interpretou Sir Jimmy Crystal. O’Connell se entrega aos personagens e os transforma em verdadeiras ameaças a todo momento que aparece na tela.

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Amor ao blues

Tão importante quanto os demais fatores é a maneira como o filme utiliza a música em sua trama como fio condutor da história. Criada por Ludwig Göransson, a trilha original é uma grande homenagem ao blues, mesclando o melhor do gênero.

O blues ganha evidência pelo personagem Sammie

Há momentos musicais inesquecíveis, alguns mais simples, como no momento em que Sammie canta para o primo enquanto viajam de carro em meio às plantações de algodão, ou quando o rapaz toca I Lied To You no bar, criando um espetáculo místico, no qual passado e futuro se mesclam e formam uma batida única. Ou o momento em que o grupo de vampiros, já em maior número, performa Rocky Road to Dublin para os sobreviventes enquanto cantam e dançam.

Pecadores é um tapa na cara dos engravatados de Hollywood. Enquanto apostam em reviver franquias antigas ou criar continuações de obras clássicas, o filme demonstra o peso do talento e da originalidade. É uma obra que precisa ser apreciada no cinema. Fuja do sofá e viva a experiência na tela grande.

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