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PRIMEIRA EDIÇÃO

Expositores celebram sucesso do Santa Cruz Multicultural; evento deve ser ampliado aos bairros

Foto: Inor Assmann

De forma gratuita e ao ar livre, público teve acesso a atrações como música, artes visuais, cinema e gastronomia folclórica

A primeira edição do Santa Cruz Multicultural transformou a Praça da Bandeira e um trecho da Rua Marechal Floriano em um grande espaço de convivência na noite do último sábado, 31. Música, artes visuais, cinema, artesanato e gastronomia folclórica dividiram o mesmo território, reunindo cerca de 10 mil pessoas em uma programação gratuita e ao ar livre, no centro de Santa Cruz do Sul.

Idealizado pela Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa, o evento teve como proposta reunir, em uma única noite, diferentes setores da produção cultural santa-cruzense. Conforme o secretário de Cultura e Economia Criativa, Douglas Albers, a intenção foi criar algo inédito na cidade, ao concentrar múltiplas linguagens artísticas no mesmo espaço.

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“Resolvemos fazer o Santa Cruz Multicultural – Uma noite jamais vista para reunir todos os entes culturais da nossa cidade num único evento”, explicou. Segundo ele, integraram a programação mais de 200 pessoas, entre músicos, artesãos, artistas visuais e profissionais do audiovisual, das artes cênicas e da gastronomia, todos de Santa Cruz.

Um dos destaques da noite foi o show simultâneo das bandas Kayana, Lobos da Estepe e Bako Lopes, que se apresentaram juntas em formato de jam session. O repertório uniu samba de raiz, rock e reggae, com os músicos tocando ao mesmo tempo, em uma proposta inédita no município. “Nós promovemos música com uma atividade que até então não tínhamos visto em Santa Cruz, não com um show de cada vez, mas com essas três bandas tocando simultaneamente”, ressaltou Albers.

Albers: “Intenção foi criar algo inédito” | Foto: Inor Assmann

Além da música, o evento contou com intervenções de grafite ao vivo, sarau literário, apresentações cênicas e uma área dedicada ao artesanato. Entre os expositores, a artesã Alexandra Pereira da Silva chamou atenção com brinquedos e móveis infantis produzidos em marcenaria artesanal. Conhecida como “a guria da marcenaria”, ela produz todos os itens no quintal de casa, em Quarta Linha Nova Baixa, interior do município.

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“Trabalho com marcenaria, produzo todos os brinquedos. A ideia é Montessori, para a criança brincar e aprender junto”, explicou. Os produtos são feitos em MDF com acabamento em verniz. Para ela, o evento representa uma oportunidade importante de visibilidade. “Sou do interior, então é muito bom ver um bom fluxo. Aqui na cidade é novidade o meu brinquedo, é único”, relatou.

Alexandra compareceu com sua produção de brinquedos e móveis infantis | Foto: Inor Assmann

Também entre os expositores estava Peterson Regert. Ele participa de feiras e eventos para arrecadar recursos destinados ao tratamento de saúde da filha Pérola, diagnosticada com mielomeningocele, uma malformação congênita na coluna. Em um brechó itinerante, vende roupas recebidas de doações ao valor único de R$ 5,00.

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“Esses eventos são muito importantes, porque é em prol do tratamento da nossa filha. Fazemos várias campanhas para arrecadar verbas”, contou. Segundo ele, a participação em ações como o Santa Cruz Multicultural só é possível graças à oportunidade oferecida pelo poder público. As demais campanhas realizadas pela família são divulgadas pelo perfil Pequena Grande Pérola, no Instagram.

Regert participou para arrecadar recursos destinados ao tratamento da filha | Foto: Inor Assmann

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Diversidade abriu espaço para a gastronomia e o audiovisual

A gastronomia foi pensada como forma de inserir o folclore e as diferentes culturas no evento. Em uma tenda montada em frente ao Palacinho, o público encontrou opções como acarajé – uma das mais procuradas do evento –, esfihas árabes, empanadas argentinas, pretzel alemão, pizza e carreteiro gaúcho. Uma das expositoras foi Mylena Gehrke, que levou ao evento receitas artesanais de origem alemã.

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“Trouxe o pretzel artesanal, de receita 100% alemã, com aquele gostinho de casa e toda a essência da Alemanha”, afirmou. Para ela, a integração entre arte, cultura e gastronomia representa o momento vivido pela cidade. “Esse envolvimento é o verdadeiro sentido que Santa Cruz está promovendo no momento. Isso só traz mais prosperidade para a cidade e para os comerciantes”, avaliou.

Mylena levou ao evento receitas artesanais de origem alemã, como o pretzel | Foto: Inor Assmann

O audiovisual também teve espaço na programação, com a participação do Santa Cruz Polo Audiovisual. Conforme Victor Castilhos, foram montadas ativações para aproximar o público da produção local. “Montamos uma cabine para foto e vídeo, um set para simular entrevistas e um telão para exibir bastidores e atividades do Polo”, explicou.

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Para ele, levar a cultura para a rua é essencial. “A cultura tem que sair dos escritórios e mostrar à população como os recursos são geridos e como isso retorna para a cidade”, destacou, ao avaliar que a cena cultural de Santa Cruz do Sul está “mais ativa do que nunca”.

Victor: ideia é mostrar a produção local | Foto: Inor Assmann

Entre o público, a diversidade de atrações foi bem recebida. O casal Emerson Garcez Cezar e Sandra Garcez, que reside há três anos nas proximidades da praça, destacou o potencial cultural do município. “Eu morei em várias cidades do Brasil e esta aqui é uma das melhores do País em eventos culturais. São excelentes”, disse Cezar. “Quando não moramos aqui, pensamos que Santa Cruz é só Oktoberfest. Mas todo mês tem algum evento”, destacou. Natural de Santa Maria, Sandra ressaltou a valorização dos artistas locais. “Esse tipo de evento soma: promove bandas e dissemina a cultura local para todo o Rio Grande do Sul.”

Emerson e Sandra consideram Santa Cruz como a melhor em eventos culturais | Foto: Inor Assmann

Conforme o secretário Douglas Albers, o Santa Cruz Multicultural nasce como um projeto-piloto e a quadra central foi escolhida por ser um termômetro do comportamento do público. A ideia, agora, é identificar acertos e ajustes para ampliar o evento e levá-lo, futuramente, aos bairros e ao interior de Santa Cruz do Sul. “Esse é um projeto de governo. A ideia é descentralizar, levar a cultura para todo o município.”

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