O Dia Mundial do Câncer é celebrado nesta quarta-feira, 4, uma data global para conscientizar sobre a doença, mobilizando governos e sociedade para o controle do câncer, com foco em prevenção, diagnóstico e tratamento, além de levar questões atuais à população em geral.
Em Santa Cruz do Sul, o Centro de Oncologia Integrado (COI) do Hospital Ana Nery é referência em tratamento oncológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tendo sua base de dados ligada ao Instituto Nacional do Câncer (Inca). Abrange 49 municípios, pertencentes às Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS) da 13ª, 1ª e 8ª região.
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O maior compromisso do COI é com o atendimento humanizado e de excelência contra o câncer, passando pela prevenção, diagnóstico, cirurgia, quimioterapia, imunoterapia, anticorpos monoclonais e radioterapia.
Além da estrutura física adequada e planejada para proporcionar maior conforto durante o tratamento, a assistência busca satisfazer os pacientes atendendo suas necessidades básicas, biológicas, psicológicas e sociais. Isso é feito através de atividades que permitam a recuperação, a cura, a manutenção ou melhora de seus níveis de saúde ou, em última instância, oferecer medidas de conforto.
Outro grande diferencial do COI são as equipes médica e técnica que atuam no serviço. Profissionais de diversas especialidades ligadas à oncologia proporcionam um atendimento completo e qualificado aos pacientes e familiares.
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Fluxo de consultas
Segundo a coordenadora de Recepção e do Núcleo Interno de Regulação de Leitos, Ronete Nicolay, uma dúvida frequente entre os pacientes é como se organiza o fluxo das consultas oncológicas no Hospital Ana Nery, localizado em Santa Cruz do Sul. Para esclarecer esse processo, ela apresenta um panorama detalhado do funcionamento.
A primeira consulta oncológica não é gerenciada pelo hospital ou pelo município, mas sim pelo Estado, através do sistema de Gerenciamento de Marcação de Consultas (Gercon). O processo se inicia nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde um médico identifica a necessidade de encaminhamento para uma alta referência em oncologia. Após essa identificação, o município registra o encaminhamento no sistema estadual.
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Uma vez feito o encaminhamento, o regulador do Estado avalia a prioridade do caso, que pode ser classificado como alta, média ou baixa, e autoriza a consulta. Essa autorização é crucial, pois somente após a liberação o paciente é inserido na fila de espera estadual, de acordo com as agendas mensais disponibilizadas pelo hospital ao Estado. Contudo, Ronete frisa que o hospital não tem a regulação da primeira consulta. Apenas ficam sabendo do primeiro paciente dias antes de ele chegar na instituição. Ou seja, o hospital não tem como prever quais pacientes irão à primeira consulta, nem quais exames ou documentos eles trarão.
Assim que a consulta é agendada, essa informação é repassada ao Município, que então comunica ao paciente sobre a data, o horário e a especialidade. A coordenadora aponta que, devido às análises e exigências do regulador estadual, não há prazo médio definido entre o encaminhamento e a consulta inicial. Para essa primeira visita, é fundamental que o paciente leve todos os documentos de identificação, o encaminhamento médico, a autorização do Estado e exames já realizados, mesmo aqueles que parecem simples. Após essa etapa, as reconsultas e acompanhamentos passam a ser responsabilidade direta do Hospital Ana Nery.
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Outro aspecto que gera dúvida é a questão das internações. Assim como as consultas, elas são reguladas pelo Estado, por meio do Sistema Integrado de Gerenciamento de Internações (Gerint). Ronete frisa que o hospital é especializado em atender pacientes de alta complexidade em oncologia. Por isso, se um paciente necessita de controle da dor, esse tratamento pode ser feito no município de origem, pois internar alguém em uma vaga destinada ao tratamento de câncer pode comprometer a disponibilidade de atendimento para quem realmente precisa.
“Essa organização do fluxo de consultas e internações é essencial para garantir que todos os pacientes recebam o atendimento adequado em tempo hábil, respeitando as prioridades e as necessidades de cada caso”, avalia.
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Números de 2025 no Ana Nery
- 13.284 tratamentos com quimioterapia. Destes, 7.100 foram mulheres e 6.184 foram homens.
Cânceres prevalentes:
- Câncer colorretal: 2.967 atendimentos
- Câncer de mama: 2.642 atendimentos
- Cabeça e pescoço / Próstata (variável mensal): 900 atendimentos
- Pulmão / Próstata: (variável mensal) 799 atendimentos
- Próstata / Cabeça e pescoço (variável mensal): 663 atendimentos
Faixa etária:
- 61 a 80 anos: 6.992 atendimentos (52,6%)
- 41 a 60 anos: 4.309 atendimentos (32,4%)
- 21 a 40 anos: 1.245 atendimentos (9,4%)
- 81 anos ou mais: 757 atendimentos (5,7%)
- 20 anos: 0%
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