O comportamento do ser humano sobre a Terra em grande medida assemelha-se ao das formigas. Caminham, trabalham, olham para o trilho a sua frente, e para muitos a vida se resume a isso. Se as formigas olhassem para cima, veriam que outros seres as espiam, e que um mundo imenso, muito maior do que a compreensão delas, existe. Raramente um ser humano para e olha para cima. Quando o faz, tende a se espantar.
E não é para menos. Assim como formigueiros são desbaratados, é muito provável que de cima venha boa parte das ameaças à vida na Terra. Menos mal que, de tempos em tempos, alguns humanos ocupam-se mais a sério de estudar o que existe acima da superfície do planeta. Foi o que fez a astrobióloga Nathalie A. Cabrol, francesa especializada em Ciências Planetárias e Ambientais e que é diretora do Centro Carl Sagan.
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No livro A vida secreta do universo, lançado pela Contexto, com 307 páginas, a R$ 69,90, ela compartilha parcela de suas descobertas. Elenca série de questionamentos que a humanidade certamente se faz desde os primórdios, quando um primeiro ser espiou o céu à noite e se viu tomado de indagações.
Ela aponta, por exemplo, a descoberta de que existem tantos planetas quanto estrelas em nossa própria galáxia, e de que se estima em mais de 300 milhões de exoplanetas potencialmente habitáveis só na Via-Láctea. A partir disso, imagine-se uma formiga olhando para o alto e chegando à firme convicção de que não há nada além de formigas na existência. O ser humano, claro, acha que só ele é vida inteligente, a um ponto tal que até essa conclusão poderia ser colocada em dúvida.
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