A 11ª Expedição Os Caminhos do Tabaco apresenta exemplos de sucessão rural, mostrando que o setor oferece condições para que os jovens sigam os passos dos pais. Em Rio Azul de Cima, localidade de Rio Azul (PR), a família Mikoski é referência. São três gerações, desde 1970, que têm garantido o sustento e a qualidade de vida.
Marcio Marley Mikoski, de 29 anos, e Cristiane Mikoski, 26, mostram que é possível dar continuidade ao negócio, sem perder personalidade e utilizando os conhecimentos adquiridos com os estudos. Ele é técnico florestal e chegou a ficar dois meses na cidade. Saiu da propriedade da família para tentar a vida, mas logo percebeu sua vocação para o tabaco e retornou às origens.
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Hoje o casal está em fase de conclusão de sua casa, com espaço amplo para viver bem e cuidar da filha Antonella, que tem um ano e oito meses. “A cada safra, reservamos uma parte da renda para a construção”, conta Marcio empolgado com sua história. A imponente morada já se destaca na paisagem local.
A estrutura fica próximo da casa dos pais, Mário e Maria Mikoski, onde estão as três estufas. Enquanto o grupo trabalha no campo, Maria cuida do suporte doméstico e da neta. Ela também diversificou a produção com o cultivo de morangos em estufa, garantindo uma renda extra
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Lavoura fica distante da sede da propriedade
Diferentemente do que ocorre em muitas regiões do Rio Grande do Sul, no Paraná – e também em Santa Catarina – é comum o cultivo do tabaco em terras arrendadas ou distantes da sede da propriedade. No caso dos Mikoski, a lavoura fica a três quilômetros de distância.
Em uma área dividida entre terreno plano e íngreme, eles plantam 85 mil pés de tabaco. A colheita, feita sem mecanização, é realizada pelos familiares. Durante a atual safra, foi necessária a contratação de mão de obra externa em apenas três dias – e ainda foram familiares.
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Mário, Marcio e seu irmão atuam juntos no trabalho, mas com custos e lucratividade separados. Na hora de plantar, tratar e colher fazem em conjunto, mas cada um negocia com a sua empresa e consegue o seu rendimento. Parte do tabaco ainda espera a colheita, mas é algo atípico, porque houve algum atraso no meio do processo de amadurecimento.
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