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MONITORAMENTO

Santa Cruz reduz infestação do Aedes, mas segue em alerta para alto risco

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Santa Cruz do Sul apresentou queda significativa nos índices de infestação do Aedes aegypti em comparação aos últimos dois anos. A constatação é resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado entre os dias 28 de janeiro e 4 de fevereiro pelo Setor de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde (Sesa), e que apontou Índice de Infestação Predial (IIP) de 5,2%.

Apesar do avanço positivo, o município ainda permanece em situação de alto risco para a transmissão de dengue, zika e chikungunya, conforme parâmetros do Ministério da Saúde. Isso porque embora inferior aos 12,4% registrados em janeiro de 2025 e aos 9,6% de 2024, o percentual ainda está acima do limite de 4%, que caracteriza situação de alto risco.

Já o Índice de Breteau (IB), que mede a quantidade de recipientes com larvas a cada 100 imóveis vistoriados, foi de 6,1, reforçando a necessidade de manutenção das ações preventivas no município. “O verão, com temperaturas elevadas e maior volume de chuvas, favorece naturalmente a reprodução do mosquito, tornando esse período historicamente mais crítico”, ressaltou o coordenador do Setor de Endemias, Alexandre Moura Goularte, para quem o resultado atual é compatível com esta época do ano. 

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O levantamento mobilizou uma equipe de 30 agentes de combate às endemias, que atuaram durante sete dias consecutivos, enfrentando temperaturas elevadas típicas do verão. Ao todo, foram vistoriados 3.243 imóveis, distribuídos nos quarteirões sorteados conforme a metodologia oficial do LIRAa. O trabalho envolveu inspeção minuciosa de residências, verificação de depósitos, eliminação de criadouros e orientação direta aos moradores. “A atuação dos agentes foi fundamental para garantir a qualidade dos dados e direcionar as ações preventivas no município”, disse Goulart.

Alguns bairros apresentaram índices mais elevados, como Higienópolis, Jardim Europa, São João, Progresso, Monte Alverne, Faxinal Menino Deus, Arroio Grande e Esmeralda. Nessas regiões, as equipes irão intensificar as visitas domiciliares e as ações de controle. No entanto, a Secretaria reforça que o alerta é válido para todo o município, inclusive para as localidades do interior, pois a presença do mosquito não está restrita a áreas específicas.

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Entre as ações que já estão sendo reforçadas está o bloqueio de transmissão, realizado no entorno de casos suspeitos ou confirmados. Os agentes visitam as residências próximas para eliminar criadouros e orientar os moradores, buscando interromper a circulação do vírus.

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Também será ampliado o Levantamento de Índice mais Tratamento (LI+T). A estratégia envolve inspeção detalhada dos imóveis, eliminação de recipientes que acumulam água e aplicação de larvicida quando necessário.

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Além disso, pontos estratégicos, como borracharias, ferros-velhos, oficinas, depósitos e cemitérios, que são locais com maior potencial de acúmulo de água, continuam sendo acompanhados regularmente pelas equipes técnicas.

A Sesa reforça que a maior parte dos focos do mosquito é encontrada dentro das próprias residências. Por isso, a participação da população é fundamental. A recomendação é dedicar alguns minutos por semana para verificar o pátio e eliminar qualquer recipiente que possa acumular água. “Manter caixas d’água bem vedadas, limpar calhas e descartar corretamente o lixo são atitudes simples que fazem diferença”, reforçou o coordenador.

O resultado do LIRAa, segundo Alexandre,  serve como alerta e direciona as ações preventivas a serem adotadas. “A melhora em relação aos anos anteriores é um sinal positivo, mas o momento ainda exige cuidado contínuo e colaboração de todos para manter a redução dos índices e evitar o aumento de casos no município”, alertou.

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Prédios públicos receberão aplicação de inseticida 

A Secretaria Municipal de Saúde informa ainda que será iniciada a aplicação de Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em prédios públicos como medida complementar de prevenção. A ação terá início pelas unidades das áreas de educação e saúde, considerando a grande circulação de pessoas nesses locais. 

Posteriormente, a aplicação também será estendida a outros prédios públicos, conforme cronograma técnico definido pela Vigilância em Saúde.

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A aplicação controlada de inseticida residual em pontos estratégicos das edificações, tem o objetivo de reduzir a presença do mosquito adulto e reforçar as demais ações de controle já em andamento no município.

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