Enquanto o povo sai às ruas em divertidas aglomerações, incomparáveis com qualquer outro ato público, festivo e indiferente à contrastante e desmoralizante realidade, como se fosse um processo anestésico coletivo, outros tantos cidadãos não “dormem no ponto”.
Face ao vazamento de informações que comprometem ministros, o Supremo Tribunal Federal (STF) exercitou uma autocrítica relativa que beira a comicidade, não fosse assunto sério.
Primeiro foi o ministro presidente Fachin, que sugeriu um código de ética aos colegas (não pode rir, leitor!), porém imediatamente criticado e desdenhado pela maioria dos seus colegas.
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Depois, com o desenrolar do caso Banco Master, conheceu-se o escandaloso comprometimento do ministro Dias Toffoli, o habitual libertador de condenados da Operação Lava-Jato, e até então relator dos casos INSS e Master. Hoje, excluído da relatoria dos dois processos em “pouco republicano” acordo entre os ministros.
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Não bastasse, ainda que por tabela, também o ministro Alexandre Moraes foi associado ao escândalo Master, tanto pelas noticiadas visitas ao líder do banco quanto pelo notável desempenho de sua esposa advogada, destinatária de um contrato com promessa de 36 pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões mensais, pelo mesmo Banco Master.
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Aliás, o ministro Alexandre de Moraes continua como atuante relator do infindável inquérito das “fake news”, desde 2019, que resultou e se mantém em poderoso “remédio” de perseguição política e judicial. Em alguns casos, de resolução de questões gravíssimas e personalíssimas.
Lembra das denúncias de Carlos Tagliaferro, ex-assessor de Alexandre de Moraes? Tagliaferro declarou que as decisões de Moraes não seguiam um fluxo normal da Justiça. Eram direcionadas conforme a conveniência. Sob ordens superiores, era preciso adiar, criar ambiente político. Resumo: neutralidade e imparcialidade era uma narrativa!
Como a grande mídia não deu espaço e relevância às graves denúncias de Tagliaferro, o ministro Moraes ficou à vontade. Lembrete: formado em direito e engenharia, Tagliaferro havia sido nomeado (em 2022) por Moraes para chefiar a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, órgão subordinado à presidência do TSE.
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Mantido em aberto o tal inquérito “do fim do mundo”, nessa terça-feira, o ministro Moraes determinou à Polícia Federal uma operação de busca e apreensão em endereços de autoridades, o que pressupõe que os alvos sejam servidores públicos.
O motivo da operação policial, e provável prisão e acusação, seria o vazamento e a publicidade de informações sigilosas oriundas da Receita Federal e que dizem respeito aos intocáveis ministros e seus familiares.
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Tanto riso, oh, quanta alegria (…), mais de mil palhaços no salão. (…) Não me leve a mal, hoje é carnaval, cantava, por outros e saudáveis motivos, o saudoso sambista Zé Keti (1921-1999), em Máscara Negra (1967). Em tempo: ironias à parte, também adoro o carnaval!
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