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Volta às aulas e o dever cidadão dos pais

Na última semana, milhares de estudantes retornaram às salas de aula nas redes estadual e municipais do Rio Grande do Sul. Para muitas famílias, o início do ano letivo representa alívio – a retomada da rotina, do aprendizado e da convivência social das crianças. Mas a volta às aulas deve ser vista também como o início de um período fundamental de acompanhamento e fiscalização por parte dos pais sobre um dos mais importantes serviços públicos: a educação.

A educação pública não é um favor do Estado, é um direito garantido pela Constituição. E como todo serviço público, precisa ser acompanhado e fiscalizado pela sociedade – sobretudo pelas famílias, que são diretamente as mais impactadas por essas ações.

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O papel dos pais vai muito além de verificar cadernos ou comparecer a reuniões. É essencial observar aspectos estruturais e pedagógicos que impactam a qualidade do ensino. A escola está com professores em todas as disciplinas? O seu (sua) filho(a) está aprendendo o que foi proposto em sala de aula? Há monitores ou profissionais de apoio quando necessário? A merenda é adequada e fornecida regularmente? O transporte escolar funciona com segurança e pontualidade? As salas são salubres, seguras e adequadas ao número de alunos?

Na educação infantil e no ensino fundamental, esse olhar atento é ainda mais crucial. É nessa fase que se constroem as bases cognitivas, emocionais e sociais das crianças. Falhas aqui podem gerar prejuízos duradouros para a criança de hoje que será o adulto de amanhã.

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O chamado controle social da educação não exige conhecimento técnico: exige presença e interesse. Participar do Conselho Escolar, frequentar a escola e dialogar com professores e diretores, acompanhar o calendário letivo, verificar o cumprimento dos dias e horas de aula, observar a inclusão de alunos com deficiência e o atendimento às suas necessidades são formas concretas de exercer cidadania.

Pais atentos e participativos ajudam a prevenir problemas como evasão, déficit de aprendizagem, falta de profissionais e até desperdício de recursos públicos. Mais do que isso: contribuem para criar uma cultura de responsabilidade compartilhada.

A qualidade da educação não depende apenas de governos ou gestores. Ela nasce da parceria entre escola e família. A volta às aulas é, portanto, também um convite: que cada família ocupe seu espaço como guardiã do direito à educação de qualidade. Porque escola pública boa não é apenas dever do Estado – é conquista da sociedade vigilante.

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