A Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) iniciou, na terça-feira, a primeira rodada de pagamentos do Sistema Mutualista aos associados com lavouras de tabaco atingidas por granizo. Nesta primeira etapa, os repasses somam R$ 88 milhões, o que corresponde a 38% do total de indenizações contabilizadas até agora para o ciclo 2025/2026.
LEIA TAMBÉM: FOTOS: a um mês da Expoagro Afubra, parque ganha forma para o evento
De acordo com o tesoureiro da entidade, Fabrício Murini, o próximo lote de pagamentos está previsto para terça-feira, 3 de março, com a liberação de mais R$ 35 milhões. Com isso, o acumulado pago por danos em lavouras vai chegar a R$ 123 milhões. Somando-se os auxílios para reconstrução de estufas (mais de R$ 13 milhões) e auxílio-funeral (superior a R$ 10 milhões), o impacto total do sistema mútuo já ultrapassa os R$ 260 milhões.
Publicidade
Comercialização
Na avaliação da Afubra, a safra 2025/2026 ocorre “dentro da normalidade” nos três estados do Sul, apesar de um ciclo considerado mais atípico no início. Murini relata inverno mais severo, dificuldades na produção de mudas e transplante mais atrasado, o que empurrou etapas do calendário e contribuiu para um ritmo mais lento de comercialização. Até esta semana, a entidade apurou apenas 8% de tabaco comercializado somando Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A maioria das empresas iniciou compras somente em janeiro.
LEIA TAMBÉM: Lavouras demonstrativas começam a dar forma à Expoagro Afubra; veja novidades
Quanto ao produto, Murini ressaltou a boa qualidade do Virgínia. No Burley, apontou que algumas regiões mais precoces tiveram cura mais afetada. Outras áreas seguem com boa qualidade, embora produtores relatem maior rigor de classificação em parte das empresas nesta safra.
Publicidade
Classificação na propriedade
Esta é a segunda safra no Rio Grande do Sul com a classificação obrigatória na propriedade, por força de lei estadual. “As empresas vêm ajustando o modelo, com contratação de mais classificadores e qualificação de orientadores agrícolas, e as dificuldades iniciais tendem a ser superadas ao longo da safra”, explica o tesoureiro.
LEIA TAMBÉM: A menos de dois meses da abertura, Expoagro Afubra 2026 intensifica preparativos
Em Santa Catarina e Paraná, o tema segue em debate nas assembleias, mas ainda não evoluiu para lei estadual. Nesses estados, a comercialização continua com classificação na esteira das empresas, com o produtor acompanhando o processo. Para Murini, a presença do fumicultor no ato da classificação é importante para “discutir” e “valorizar” o produto entregue.
Publicidade
Incidência de granizo teve aumento de 38%
O número de lavouras sinistradas por granizo saltou de 17.694 para 24.392, uma alta de 38%. As regiões mais afetadas concentram-se no Rio Grande do Sul (Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires), Santa Catarina (Rio do Sul e Ituporanga) e Paraná (Rio Negro e Imbituva).
Apesar de a colheita estar perto do fim, Murini alertou que ainda há risco: cerca de 93% das lavouras já foram colhidas, mas 7% permanecem no campo e seguem expostas a intempéries. Se houver novas ocorrências, os associados continuam amparados pelo Sistema Mutualista.
Publicidade
QUER RECEBER NOTÍCIAS DE SANTA CRUZ DO SUL E REGIÃO NO SEU CELULAR? ENTRE NO NOSSO NOVO CANAL DO WHATSAPP CLICANDO AQUI 📲. AINDA NÃO É ASSINANTE GAZETA? CLIQUE AQUI E FAÇA AGORA!