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atrás das grades

Preso por violência doméstica em Venâncio Aires foi o primeiro condenado por feminicídio no Brasil

Homem está atrás das grades pela terceira vez por crimes contra mulheres | Foto: Alvaro Pegoraro/Folha do Mate

O primeiro homem condenado por feminicídio no Brasil após a lei sobre o crime entrar em vigor, no dia 9 de março de 2015, está novamente atrás das grades. Júlio Cézar Kunz, 46 anos, foi preso na manhã dessa terça-feira, 3, por descumprimento de medida protetiva de urgência no contexto de violência doméstica. Ele foi encontrado por agentes da Polícia Civil no Bairro Brígida, em Venâncio Aires, durante cumprimento de um mandado de prisão expedido pela Justiça e está recolhido no sistema prisional.

Kunz foi condenado por ser o autor do assassinato da ex-companheira Miriam Roselane Gabe, 34 anos, em crime ocorrido no dia 22 de março de 2015, na frente do Hospital São Sebastião Mártir. A mulher foi morta com três tiros desferidos por ele. Um segurança do hospital também acabou baleado, mas sobreviveu.

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Em razão dos crimes, ele foi julgado no dia 21 de junho de 2017 e recebeu pena de 28 anos e quatro meses de prisão em regime fechado por feminicídio e tentativa de homicídio. Foi a primeira condenação do País com base na nova lei do feminicídio.

Após cumprir um terço da pena, o homem foi solto. Em 2023, voltou a ser preso em flagrante por lesão corporal, ameaça, sequestro e cárcere privado de uma segunda ex-companheira. Os casos mais recentes aconteceram em 2025, com registro de uma terceira mulher por perseguição, ameaça e descumprimento de ordens judiciais.

Agora, no dia 22 de fevereiro deste ano, Kunz teria violado medidas protetivas deferidas em favor de uma quarta mulher. Mesmo ciente da proibição, teria se aproximado da vítima em via pública e proferido intimidações.

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Conforme o delegado Guilherme Dill, titular da Delegacia de Venâncio Aires, em vista da reincidência de casos, a 3ª Vara Judicial de Venâncio Aires expediu uma ordem de prisão contra o investigado. “O magistrado destacou que há risco concreto de reiteração delitiva e que medidas cautelares diversas da prisão se mostraram insuficientes diante do comportamento reiterado de violência e descumprimento das decisões judiciais.”

Dill frisou que a proteção às mulheres e às pessoas em situação de vulnerabilidade são prioridade para a Polícia Civil. “Não toleraremos o descumprimento de medidas protetivas, especialmente quando há histórico grave de violência. A resposta do Estado precisa ser firme para evitar novas tragédias.”

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O delegado pede que as vítimas comuniquem às autoridades qualquer violação de ordens judiciais por suspeitos de violência doméstica.

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