A terceira fase do Programa Irriga+RS amplia o teto de subvenção destinado a produtores rurais para até R$ 150 mil por projeto. A iniciativa lançada nessa terça-feira, 10, pelo governador Eduardo Leite busca incentivar o uso de sistemas de irrigação e a construção de reservatórios de água. Uma das novidades dessa etapa é o portal digital, que promete conferir agilidade e transparência ao envio das propostas.
O auxílio financeiro corresponde ao pagamento de 20% do valor total do investimento, realizado em parcela única após a conclusão das obras e a apresentação de laudos comprobatórios. O prazo para encaminhamento dos projetos abre nesta quarta, 11, e segue até o dia 30 de outubro. O cadastro pode ser feito pelo endereço www.irrigamais.agricultura.rs.gov.br.
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A estratégia visa enfrentar o baixo índice de irrigação no Rio Grande do Sul, onde apenas 4% da área de sequeiro conta com essa tecnologia. Ao estimular aportes em infraestrutura hídrica, a proposta busca estabilizar a produção agrícola, com foco especial na autossuficiência de grãos.
“O Rio Grande do Sul ainda tem um grande potencial a ser desenvolvido quando falamos em irrigação. Ampliar a irrigação dá mais segurança ao produtor, reduz os riscos provocados por períodos de estiagem e garante estabilidade na produção”, frisou o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Edivilson Brum.
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Para saber
A fase um do programa de irrigação tinha subvenção de até R$ 15 mil por produtor e a fase dois, um limite de R$ 100 mil. Somando as duas etapas, a Seapi aprovou 1.297 projetos de irrigação, com potencial de subvenção na ordem de R$ 61 milhões. Na soma dos projetos, o aumento da área irrigada é de aproximadamente 25 mil novos hectares. E o investimento dos produtores fica na casa de R$ 450,7 milhões.
Entre as finalidades dos projetos de irrigação estão 57% grãos (milho, soja e outros), 24% pastagem/pecuária, 11% fruticultura, 7% olericultura e 1% outras iniciativas. Entre as regiões do Rio Grande do Sul que mais apresentaram projetos estão Alto Uruguai (29%), Noroeste/Missões (25%), Nordeste/Serra (15%); Fronteira Oeste (14%), Região Central/Metropolitana (12%) e Campanha/Zona Sul (5%).
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