O volume de famílias endividadas no Rio Grande do Sul manteve a trajetória de queda em fevereiro de 2026. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC-RS), divulgada pela Fecomércio-RS, o índice recuou para 84,7% ante os 84,9% registrados em janeiro. O resultado é significativamente inferior aos 88,6% observados no mesmo período do ano passado.
Os dados, coletados em Porto Alegre pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), consideram apenas compromissos ligados ao crédito – como cartão, financiamentos e empréstimos –, excluindo contas de consumo (água e luz).
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Embora o número total de endividados tenha diminuído, a capacidade de pagamento apresentou sinais de pressão. O percentual de famílias com contas em atraso subiu de 26,3% em janeiro para 27% em fevereiro. Apesar do aumento mensal, o indicador segue abaixo dos 30% registrados em fevereiro de 2025.
A maior dificuldade em manter os compromissos em dia concentra-se na faixa de renda até dez salários-mínimos, onde a inadimplência avançou de 32,2% para 32,7%. Entre os que recebem acima de dez salários, o índice passou de 6,6% para 7,3%. Já o grupo que declarou não ter condições de regularizar qualquer parte do débito variou de 1,4% para 1,5% na margem, mantendo-se distante dos 2,2% de um ano atrás.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac, Luiz Carlos Bohn, o cenário exige atenção devido ao alto comprometimento da renda e ao aumento no tempo médio das dívidas. “No próximo mês, poderemos observar se o reajuste do salário-mínimo e a redução do Imposto de Renda serão capazes de gerar algum alívio à inadimplência”, avaliou Bohn.
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