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Defesa Civil reforça monitoramento e revisa plano após enchente em Sinimbu

Após a enchente de 2024, novas estratégias de prevenção foram apresentadas

Quase dois anos após a enchente de 2024, Sinimbu iniciou uma nova etapa de preparação para enfrentar os desastres naturais. Na semana passada, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil reuniu conselheiros, corpo técnico e secretarias para revisar o Plano de Contingência, atualizar protocolos e discutir medidas preventivas, em paralelo à reconstrução.

Segundo o coordenador da Defesa Civil local, Tiago Thomé, o objetivo foi avaliar as ações realizadas desde a catástrofe e definir ajustes para organizar a resposta a futuros episódios. De acordo com ele, a prioridade é a atualização do documento que estabelece responsabilidades e procedimentos em casos críticos.

“O texto precisa ser revisado, principalmente considerando o que ocorreu em 2024. Queremos deixar as funções bem definidas, pois naquela ocasião muitas pessoas não estavam preparadas para algo daquela dimensão”, explica Thomé. A expectativa é que a nova redação esteja concluída até o fim de junho. Até abril, no entanto, o guia atual passará por adaptações.

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Também estão em pauta a criação de um sistema próprio de alertas e o reforço da vigilância meteorológica, já que as ocorrências mais frequentes na cidade envolvem chuvas intensas e cheias.

Prevenção

Entre as ações implantadas desde 2024 está a coleta de dados para acompanhamento do nível dos rios. Thomé ressaltou que a Prefeitura tem dedicado mais estrutura e servidores para priorizar a fiscalização e o cronograma de trabalho. “É prioridade retirar famílias de áreas de risco e garantir moradias seguras.”

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Duas estações pluviométricas foram instaladas – uma no Centro e outra em Linha São João –, somando-se às unidades de cidades vizinhas, que também são monitoradas. A Defesa Civil iniciou ainda a colocação de réguas de medição de nível com orientação técnica.

Outra medida foi a criação de uma seção específica no site da prefeitura, com telefones de emergência e orientações. Em caso de previsão de tempo severo, os alertas são reforçados nas redes sociais. O trabalho inclui ainda ações educativas em escolas. “Pretendemos conscientizar as crianças sobre os riscos, pois muitas vezes as pessoas se expõem ao perigo por falta de informação”, afirma o coordenador.

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Entre as iniciativas apresentadas está o monitoramento do nível das águas | Foto: Alencar da Rosa/Banco de Imagens/GS

Novo levantamento vai indicar áreas de risco

Outro tema tratado foi a necessidade de aprofundar o mapeamento de áreas vulneráveis. Segundo o coordenador, uma equipe do Serviço Geológico do Brasil (SGB) esteve na cidade em 2024 e identificou 12 pontos críticos, incluindo trechos sujeitos a inundação e movimentos de massa. Agora, a Defesa Civil pretende contratar um estudo detalhado a fim de buscar soluções técnicas.

“Queremos um levantamento preciso para identificar outros gargalos e definir medidas adequadas. Sinimbu possui muitos locais com possibilidade de deslizamento devido à geografia”, afirma.

Em 2025, representantes do município procuraram a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) para discutir um amplo diagnóstico com dados técnicos e sugestões de obras. À época, a previsão era usar recursos próprios, mas não havia dotação específica. Atualmente, o montante para esse investimento ainda não foi definido.

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Os 12 pontos mapeados pelo SGB já foram analisados e, ainda em 2024, receberam intervenções como recuperação de estradas, remoção de detritos, limpeza urbana e fiscalização para impedir novas ocupações. Além disso, a Assistência Social monitora famílias em áreas de risco.

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Plano Diretor em debate

O mapeamento de áreas críticas está atrelado à discussão sobre a criação de um Plano Diretor, instrumento que estabelece regras de ocupação do solo e impede construções em locais inseguros.

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“O Plano Diretor ajuda a delimitar onde o desenvolvimento urbano é permitido. Após 2024, ficou claro que isso é uma necessidade”, diz Thomé. Ele ressalta, porém, que a concepção da proposta ainda é uma discussão interna e não teve início formal.

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