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Reajuste anual dos medicamentos entra em vigor nesta quarta; alta é de até 3,81%

Foto: Rodrigo Assmann

Impacto da mudança nos preços será maior nos medicamentos do Nível 1, considerados como de alta concorrência

Já de praxe, a cada ano, o 1º de abril é marcado pelo aumento dos medicamentos no País. Quem precisa fazer a compra mensal sente o impacto, que na maioria dos casos não é imediato, pois muitas farmácias ainda possuem estoques adquiridos com preços antigos, o que permite uma aplicação gradual dos novos valores.

O reajuste, neste ano, deve ser de 3,81%, conforme definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). O aumento segue critérios como custos de produção, inflação e dinâmica de mercado.

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Especialistas explicam que não há necessidade de os consumidores fazerem estoques ou compras antecipadas, já que o aumento deve ser absorvido com o tempo. Além disso, a orientação é de que se busque alternativas como pesquisa de preço e se opte, quando possível, por medicamentos genéricos, cuja forma e fórmula são equivalentes, e costumam ser cerca de 35% mais baratos em relação aos de referência. 

Mas o aposentado Fábio Marmitt, 67 anos, preferiu se antecipar e garantiu nessa segunda-feira, 30, sua medicação para os próximos três meses. “Tomo uns quatro medicamentos diferentes e a esposa também, então para não sentir o impacto imediato resolvi comprar ainda com o preço antigo. Mas não adianta, é algo que temos que comprar e precisa ser absorvido pelo orçamento da casa.”

Marmitt garantiu os medicamentos para os próximos meses | Foto: Rodrigo Assmann

Para postergar o aumento a ser repassado aos clientes, o proprietário de uma rede de farmácias, Fábio Luís Marion, conta que reforçou o estoque. “Diferente de outros anos, em que o reajuste era maior e fazíamos bastante estocagem disso, neste ano a gente não faz muito a compra antecipada. Claro, temos alguma coisa de estoque antigo que permanece, uns três dias, no estoque e sistema, mas quando ocorre a reposição do produto, automaticamente acontece o aumento.” 

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O empresário acrescenta que este é o segundo ano em que o reajuste não acompanha a real inflação. “No ano passado já aconteceu isso. O medicamento tem um reajuste mais baixo que o restante das outras questões de mercado. Energia, combustível, salário, tudo que faz o custo operacional. Então, se eu tenho meus custos operacionais subindo uns 5%, 7%, 8%, 10%, mas tenho meu produto subindo menos que isso, isso afetando muito na margem operacional, tanto que este é o ano em que mais fecharam farmácias no Brasil.” 

Marion: estoque para postergar o repasse aos clientes | Foto: Rodrigo Assmann

Níveis

O reajuste abrange medicamentos de prescrição médica e regulados pela CMED. A aplicação dos novos preços pelas farmácias depende da publicação no Diário Oficial da União, feita nesta terça-feira, 31. Os percentuais máximos de reajuste variam conforme o nível de concorrência de cada medicamento. Os tetos regulatórios para este ano ficaram em 3,81% (Nível 1 – alta concorrência), 2,47% (Nível 2 – concorrência intermediária) e em 1,13% (Nível 3 – baixa ou nenhuma concorrência). 

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