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Pequenas atitudes no dia a dia podem aliviar o orçamento; confira dicas

Foto: Rodrigo Assmann

Aproveitar as ofertas é uma estratégia que vai permitir sobra de dinheiro a ser empregado em outras necessidades

Na prateleira do supermercado, a placa amarela chama a atenção. Ao visualizar o escrito, surge o alerta: chance de economia na área! Enquanto a embalagem de 250 gramas de café é vendida por R$ 22,98, a promoção traz a possibilidade de adquirir 500 gramas, ou seja, o dobro, pagando um pouco mais, R$ 26,99. Dias atrás, essa era apenas uma das oportunidades que os clientes encontravam num estabelecimento em Santa Cruz. E é assim, acompanhando as ofertas, que muitos conseguem equilibrar o orçamento no decorrer de cada mês.

Diante dos preços mais acessíveis de alguns produtos, o consumidor tem a chance de destinar o valor economizado ao pagamento de outras compras, contas ou até mesmo à organização de uma pequena reserva. Segundo o doutor em Economia Silvio Cezar Arend, outro ponto interessante é que a economia em determinado produto pode possibilitar a aquisição de outros, que normalmente não caberiam no orçamento normal da família. “Então pode ser uma oportunidade de satisfazer alguns desejos.”

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Apesar dos benefícios, o especialista reforça cuidados considerados fundamentais. “Se o produto em oferta não é necessário ou não estava na lista de compras, é preciso resistir à tentação, senão será somente um gasto a mais no orçamento.” Ao mesmo tempo, é preciso ficar atento aos prazos de validade, relacionando ao tempo para consumo. “Frutas e verduras em excesso, se não forem consumidas imediatamente, serão descartadas para o lixo”, alerta Arend.

Evitar compras por impulso, movidas por ofertas ou propagandas chamativas, que criam uma necessidade inexistente; e atentar para a qualidade do produto, considerando rendimentos e quantidades, são mais alguns cuidados sugeridos. “Muita gente acha que cuidar do dinheiro é fazer contas difíceis, mas a verdade é que a nossa liberdade financeira começa no carrinho de compras. Quem aprende a ler uma etiqueta de oferta, aprende a mandar no próprio salário.”

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Vale a pena

Para a moradora de Vera Cruz Teyla Pires, de 24 anos, a prática de pesquisar preços se intensificou há cinco anos, desde que saiu da casa dos pais para morar sozinha. Para ela, comparar, conferir promoções e analisar o momento ideal da compra representam uma grande diferença nos gastos mensais. “Muitas vezes, o mesmo produto pode ter uma diferença bem significativa de preço. E só de ter paciência e pesquisar, já consigo economizar um bom dinheiro.”

Segundo a jovem, que atua como recepcionista de urgência e emergência, a busca por diferentes orçamentos ocorre em segmentos variados, como eletrodomésticos, supermercado e combustível. Entre as compras que mais marcaram, por sinal, está a piscina de fibra adquirida no verão deste ano. Por meio das buscas, Teyla conseguiu economizar mais de R$ 5 mil. “Além disso, também evito compras por impulso. Quando a gente pesquisa, pensa melhor.”

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Já as aquisições para estoque, ou em grandes quantidades, não são comuns para a vera-cruzense. “Prefiro comprar conforme a necessidade, até para evitar desperdício.” Para a Páscoa, a prática deve ser a mesma. “Vou às compras, pois amo essa época do ano. Pesquisei sobre alguma decoração, mas ainda não comprei. E os presentes, vou selecionar. Não tem como dar pra todos.”

Teyla evita as compras por impulso. Foto: Arquivo pessoal

Mais dicas

  • Embalagens maiores normalmente têm preços proporcionalmente menores. A maioria dos estabelecimentos apresenta (em letras menores!) o preço por quilo ou por litro, o que facilita a comparação do quanto reduz o preço.
  • É preciso cuidar a validade e o tempo que levará até consumir todo o produto.
  • É importante observar que embalagens maiores custam mais que as menores, mas se o orçamento permitir, geralmente valem a pena.
  • Se estiver com a renda no limite, melhor pagar proporcionalmente um pouco mais caro e levar uma embalagem menor.
  • Fazer estoque aproveitando ofertas é válido.
  • No caso de congelados, vale a pena evitar o desperdício. Fazer, por exemplo, legumes picados, deixando porções prontas para uso, até economizando tempo no preparo do alimento.
  • Sempre se perguntar: “preciso comprar isso? Tem que ser agora? Posso pagar à vista?”. Se alguma resposta for negativa, o melhor é esperar e refletir.
  • Apostar na regra dos três dias: esperar 72 horas. Se o desejo passar, era só uma compra de impulso.
  • Ir ao supermercado sem fome, sem pressa e com lista! Somente entra no carrinho aquilo que está anotado.
  • Usar a tecnologia (aplicativos de comparação de preços), cadastrar-se nos programas de fidelidade para ganhar descontos/cashback e autorizar o envio das mensagens de ofertas.
  • Sempre considerar o orçamento disponível. A oferta só é boa se for de um produto que está na lista de compras e se o orçamento permite a aquisição.
  • Considerar sempre o preço por unidade, o período de utilização e o prazo de validade.
  • E nunca esquecer do custo de oportunidade! “Se eu gastar R$ 200,00 agora, para estocar sabão em pó para o ano todo, vai me faltar dinheiro para a conta de luz este mês?”.

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